Maioria dos sanguessugas tenta reeleição
Correio do Estado
Campo Grande - MS
Entre os 94 deputados e senadores investigados pela CPI das Sanguessugas, ou que tiveram os seus nomes encaminhados para análise pela Controladoria-Geral da União (CGU), 88 deles tentam um novo mandato nas eleições de outubro, o que representa 93,62% do total.
São 88 parlamentares nessa situação. Desses, 81 deputados tentam a reeleição ao Congresso Nacional, quatro buscam um cargo de deputado estadual, e um a suplente de senador. Apenas cinco não disputarão nenhum cargo, sendo que dois destes tiveram as suas candidaturas negadas pelo partido.
Entre os senadores investigados, Serys Slhessarenko (PT-MT) é candidata ao Governo do Estado de Mato Grosso, Ney Suassuna (PMDB-PB) tenta a reeleição ao senado, e Magno Malta (PL-ES) permanece no cargo até 2011.
sábado, julho 29
Dando pitaco em blog alheio
Janine fala de novela, e eu, de política*
*Reinaldo Azevedo
"Eu não sou um analista sensível como Renato Janine Ribeiro e, bem, tampouco sou petista, com ou sem carteirinha, mas também gosto desses assuntos de semiologia aí, sô. A reação aos depoimentos que encerram a novela Páginas da Vida tem importância eleitoral, vocês sabiam? Sim. Demonstrarei isso. Eu nunca vi a novela — no horário, estou sempre aqui, como sabem. Mas me contaram que uma fala em particular causou mal-estar no grande público. Parece que essa população careta já aceita que suas mães e avós façam sexo." Leiam todo o artigo aqui.
No artigo acima deixei um comentário que vale reproduzir: "Apesar de não ler jornais nem livros (créditos para o Lula), eu me perdôo o fato de não saber quem é Renato Janine Ribeiro. Porque quem perde seu tempo falando de novela não deve ser grande coisa. Eu tenho uma pequena loja de secos e molhados. Ontem duas freguesas, uma deu de falar na falha de caráter de um personagem da novela, com os respectivos diálogos; a outra deu de contar um filme que vira na véspera de madrugada. Vocês já viram duas pessoas conversarem sobre assuntos diferentes? Uma não queria aceitar o assunto da outra. Tentei achar uma brecha na minha educação para dar um pitaco único num assunto duplo. Não consegui. Além disso não posso melindrar meus fregueses. Não posso dizer, assim, na lata, que novela é a alienação do povo, quanto mais novela mais alienação. Se eu conhecesse o Renato Janine poderia recomendar seus livros às duas. Quem sabe ele ainda venha a comentar sobre a sétima arte?"
*Reinaldo Azevedo
"Eu não sou um analista sensível como Renato Janine Ribeiro e, bem, tampouco sou petista, com ou sem carteirinha, mas também gosto desses assuntos de semiologia aí, sô. A reação aos depoimentos que encerram a novela Páginas da Vida tem importância eleitoral, vocês sabiam? Sim. Demonstrarei isso. Eu nunca vi a novela — no horário, estou sempre aqui, como sabem. Mas me contaram que uma fala em particular causou mal-estar no grande público. Parece que essa população careta já aceita que suas mães e avós façam sexo." Leiam todo o artigo aqui.
No artigo acima deixei um comentário que vale reproduzir: "Apesar de não ler jornais nem livros (créditos para o Lula), eu me perdôo o fato de não saber quem é Renato Janine Ribeiro. Porque quem perde seu tempo falando de novela não deve ser grande coisa. Eu tenho uma pequena loja de secos e molhados. Ontem duas freguesas, uma deu de falar na falha de caráter de um personagem da novela, com os respectivos diálogos; a outra deu de contar um filme que vira na véspera de madrugada. Vocês já viram duas pessoas conversarem sobre assuntos diferentes? Uma não queria aceitar o assunto da outra. Tentei achar uma brecha na minha educação para dar um pitaco único num assunto duplo. Não consegui. Além disso não posso melindrar meus fregueses. Não posso dizer, assim, na lata, que novela é a alienação do povo, quanto mais novela mais alienação. Se eu conhecesse o Renato Janine poderia recomendar seus livros às duas. Quem sabe ele ainda venha a comentar sobre a sétima arte?"
quinta-feira, julho 27
Tem lambari no latão de leite
Lá em casa, quando sai um feijão muito simples, eu reclamo: - "Não tem nem um lambarizinho?", quer dizer, uma carne seca, uma linguiça calabresa, um paio, uma costela. Isso por causa de uma das piadas narradas pelo Sebastião Nery na Tribuna da Imprensa. Sim, piada, porque apesar de citar personagens, que eu suponho reais, os sucessos são inverossímeis. Sucesso - redescobri essa palavra, como era usada no tempo de Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882) cujo romance mais conhecido, "A Moreninha", lhe deu fama e fortuna imediatas.
Mas o caso é que certo fazendeiro foi à Nestlé para conferir suas entregas e recebeu uma grave reclamação: - "Não estamos gostando. Você está abusando de botar água no leite. Já encontramos até lambari em latão de leite".
- "E pelo preço que vocês me pagam, queriam encontrar o quê? Dourados, curimbatás, piracanjubas?"
Esta semana, o escândalo dos Sanguessugas e o Ministério Público Federal explodiram duas imposturas nacionais, dois latões de picaretagem, cheios de lambaris da corrupção: a ONG Etco (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial) e a ABCF (Associação Brasileira de Combate à Falsificação).
O Etco é presidido pelo ex-deputado federal paulista Emerson Kapaz.
A ABCF (Associação Brasileira de Combate à Falsificação) é dirigida por Fernando Ramazzini, que acaba de ser denunciado por extorsão pelo MPF. Eta paìsinho! Como bem diz o presidente Lula, o brasileiro não desiste nunca.
Afinal, o que é uma ONG? Quer fazer a sua, quer ganhar uma grana, dentro da lei? Vá em Para que serve uma ONG?, onde há maiores informações.
Para terminar, vou copiar o texto do Sebastião Nery. Já está pronto. Não quero inventar a roda.
Satanás
Só agora a CPI dos Sanguessugas descobriu o mistério de não haver deputados do PT (apenas a senadora de Mato Grosso), quando a maioria dos aliados do PL, PP, PTB, PMDB, PSB, PRB, está com a boca na gamela.
É que no PT os Vedoin da Planam não precisavam de intermediários. Iam direto aos ministros da Saúde (Humberto Costa e Saraiva Felipe). E as comissões eram pagas aos dirigentes do PT no Nordeste, que intermediavam.
O governo Lula conseguiu fazer mais mal às igrejas evangélicas do País do que satanás. Segundo a CPI, 30% dos sanguessugas são evangélicos. Um número devastador. Os evangélicos têm menos de 50 senadores e deputados.
Collor
A campanha de Lula precisa de um psicanalista. Todo o material impresso é feito com o nome dele em branco sobre o azul e faixas verde-amarelas dos lados. Exatamente como na campanha de Collor em 89.
Freud diria: "Se ele está com saudade é porque gosta de apanhar".
Mas o caso é que certo fazendeiro foi à Nestlé para conferir suas entregas e recebeu uma grave reclamação: - "Não estamos gostando. Você está abusando de botar água no leite. Já encontramos até lambari em latão de leite".
- "E pelo preço que vocês me pagam, queriam encontrar o quê? Dourados, curimbatás, piracanjubas?"
Esta semana, o escândalo dos Sanguessugas e o Ministério Público Federal explodiram duas imposturas nacionais, dois latões de picaretagem, cheios de lambaris da corrupção: a ONG Etco (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial) e a ABCF (Associação Brasileira de Combate à Falsificação).
O Etco é presidido pelo ex-deputado federal paulista Emerson Kapaz.
A ABCF (Associação Brasileira de Combate à Falsificação) é dirigida por Fernando Ramazzini, que acaba de ser denunciado por extorsão pelo MPF. Eta paìsinho! Como bem diz o presidente Lula, o brasileiro não desiste nunca.
Afinal, o que é uma ONG? Quer fazer a sua, quer ganhar uma grana, dentro da lei? Vá em Para que serve uma ONG?, onde há maiores informações.
Para terminar, vou copiar o texto do Sebastião Nery. Já está pronto. Não quero inventar a roda.
Satanás
Só agora a CPI dos Sanguessugas descobriu o mistério de não haver deputados do PT (apenas a senadora de Mato Grosso), quando a maioria dos aliados do PL, PP, PTB, PMDB, PSB, PRB, está com a boca na gamela.
É que no PT os Vedoin da Planam não precisavam de intermediários. Iam direto aos ministros da Saúde (Humberto Costa e Saraiva Felipe). E as comissões eram pagas aos dirigentes do PT no Nordeste, que intermediavam.
O governo Lula conseguiu fazer mais mal às igrejas evangélicas do País do que satanás. Segundo a CPI, 30% dos sanguessugas são evangélicos. Um número devastador. Os evangélicos têm menos de 50 senadores e deputados.
Collor
A campanha de Lula precisa de um psicanalista. Todo o material impresso é feito com o nome dele em branco sobre o azul e faixas verde-amarelas dos lados. Exatamente como na campanha de Collor em 89.
Freud diria: "Se ele está com saudade é porque gosta de apanhar".
E a lama continua
Governo contra-ataca e compromete oposição
Um dia após a divulgação da nova lista de parlamentares acusados de envolvimento com a máfia dos sanguessugas, a maioria ligada aos partidos da base aliada, o governo federal contra-atacou ontem com dados que comprometem também a oposição nas denúncias. A divulgação dos números foi feita com estardalhaço pelos ministros da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage. Bastos e Hage, todavia, negaram qualquer intuito de retaliação à oposição, ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ou ao candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, que acusam o governo Lula de responsabilidade pelos desmandos. "Não é para jogar a culpa no colo de ninguém, estamos só repondo a verdade dos fatos e impedindo a manipulação eleitoral", disse Bastos. "Dar nome de partidos de parlamentares e prefeitos envolvidos com a máfia é um dever de transparência", completou Hage.
O ditado aqui tem uma alteração: "Em casa onde não há pão, todos brigam e todos têm razão". Mas eu prefiro aquele título do Chico Buarque, que diz: "Chame o ladrão, chame o ladrão". O ladrão já foi chamado; ele sabe mais que todo mundo. E a lama continua. Ainda bem que não há vulcões no Brasil, já pensou, aquela lava ardente sufocando e matando os cidadãos inocentes, na acepção da palavra?
Leiam mais na Tribuna da Imprensa.
Um dia após a divulgação da nova lista de parlamentares acusados de envolvimento com a máfia dos sanguessugas, a maioria ligada aos partidos da base aliada, o governo federal contra-atacou ontem com dados que comprometem também a oposição nas denúncias. A divulgação dos números foi feita com estardalhaço pelos ministros da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage. Bastos e Hage, todavia, negaram qualquer intuito de retaliação à oposição, ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ou ao candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, que acusam o governo Lula de responsabilidade pelos desmandos. "Não é para jogar a culpa no colo de ninguém, estamos só repondo a verdade dos fatos e impedindo a manipulação eleitoral", disse Bastos. "Dar nome de partidos de parlamentares e prefeitos envolvidos com a máfia é um dever de transparência", completou Hage.
O ditado aqui tem uma alteração: "Em casa onde não há pão, todos brigam e todos têm razão". Mas eu prefiro aquele título do Chico Buarque, que diz: "Chame o ladrão, chame o ladrão". O ladrão já foi chamado; ele sabe mais que todo mundo. E a lama continua. Ainda bem que não há vulcões no Brasil, já pensou, aquela lava ardente sufocando e matando os cidadãos inocentes, na acepção da palavra?
Leiam mais na Tribuna da Imprensa.
quarta-feira, julho 26
O animal político
Já li sobre vários animais políticos. Mário Soares, de Portugal, seria um deles. Jacques Chirac, da França, o outro, aliás, em extinção. Não me perguntem porque. Isso eu li. E sei que sou também um animal político. Não estou dizendo que entendo de política ou que exerceria um cargo político. Acho que engolir sapos não é o meu forte, se bem que há políticos que engolem até a alma. A quem se classifica de ladrão hoje, amanhã poderá ser um grande aliado, um grande amigo. Dizem que há um comodismo do brasileiro e a mania de não se envolver em política. Mas deve-se lembrar que o grande castigo de quem não gosta de política, é ser governado pelos que gostam. O brasileiro gosta de ser enganado, de acreditar em grandes promessas. Moreira Franco prometeu, certa vez, acabar com a violência em seis meses. Também prometeu construir novos Cieps. Votaram nele. O que fez? Vários Cieps que estavam em construção foram criminosamente abandonados. Várias crianças que poderiam ali empregar seu tempo foram para a escola da violência nas ruas.
Veio o Collor com a história de caçador de marajás. Assim que assumiu tratou de confiscar o dinheiro da população e mandou demitir vários empregados de estatais, gente da classe média. Ninguém é besta de mexer com marajá. Tentei demover algumas pessoas de votar nele. Não consegui. Depois veio outro enganador, Fernando Henrique Cardoso. Também tomei minha posição. As pessoas continuaram preferindo o caminho da ilusão. Mas o problema é bem maior. Diz o site do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro sobre o voto do eleitor analfabeto: "Este voto é facultativo. Entretanto, o eleitor analfabeto que deseja votar também tem esse ato facilitado pois, na maioria dos casos, conhece números. Ele faz ligações telefônicas de telefones públicos cujo teclado é igual ao da urna eletrônica. Para confirmar ou corrigir o voto, ele poderá identificar as teclas através das cores." Não se questiona o fato do analfabeto não saber distinguir entre um parlamentar sério e um canalha. Se ele não é daltônico, sabe identificar as teclas através das cores ou sabe telefonar, também sabe votar, ou seja, pode servir de massa de manobra. A essa legião de desinformados vem se juntar os jovens a partir de 16 anos. Até os 18 anos seu voto também é facultativo. Esses jovens, até há algum tempo, acreditavam em Papai Noel. Quais serão seus valores agora?
Há diversos paradigmas para se escolher um bom candidato. Um deles é a questão religiosa. Um homem de Deus é uma pessoa confiável, não é, bispo Rodrigues? Quantos pastores não estão por aí enrolados no mensalão e na CPI dos sanguessugas? Agora até a Igreja Universal adotou um partido político, onde pontificam o bispo Crivella e o vice do Lula, José Alencar. Eu preferia aquele da Iracema, a virgem dos lábios de mel e de cabelos tão escuros como a asa da graúna. "Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração. Porém, vós a tendes transformado em covil de ladrões" (Mateus, XXI; 12 e 13). Isto é a respeito dos vendilhões do templo e dos falsos profetas modernos.
O outro paradigma é a mulher, um ser maravilhoso, afável, bondoso, criterioso. Noutro dia, alguém que vai votar numa mulher, justificou: - "Você não sabe o que é a cabeça de uma mulher!" Eu respondi que sabia: servia para dançar a melô do mensalão, não é, Ângela Guadagnin?, e servia também para tentar livrar a cara dos "companheiros" enrolados na CPI do mensalão, não é, Ideli Salvatti?
Não é o fato de ser mulher, ou ser religioso, ou ser negro que dá competência a alguém para ser um bom político. Seria mais uma questão de caráter. Após um discurso em que Sarney dizia que o PMDB deverá dar sustentação ao novo governo (Lula reeleito), Pedro Simon (PMDB-RS), perdeu a paciência e disse: "É triste esse papel do Sarney. Infelizmente ele serve a qualquer governo e tem os cargos que quer". Sarney sabe dobrar a espinha, é um grande patriota, nunca está contra o governo.
E o Lula? Quem sabe da vida dele é o Cesar Benjamin, o Cesinha. Lula, certa inesquecível vez, lhe disse: “Cesinha, sabe quem me ligou nesses dias? O Alberico, da Globo. Jantei com eles anteontem. Derrubamos quatro litros de uísque. Eu pedi que não se preocupassem, que estava tudo bem entre nós. Não vou brigar com a Globo, não é, Cesinha?”
Agora Lula vai prometer fazer o que não fez nas outras promessas. Estou começando a organizar uma lista, que não é a de Schindler. Deverá ter mais de 300 nomes. Vou distribuir entre eles uma edição ampliada do presente artigo. Espero que me compreendam. De qualquer maneira continuarei no meu ramo de secos e molhados.
Veio o Collor com a história de caçador de marajás. Assim que assumiu tratou de confiscar o dinheiro da população e mandou demitir vários empregados de estatais, gente da classe média. Ninguém é besta de mexer com marajá. Tentei demover algumas pessoas de votar nele. Não consegui. Depois veio outro enganador, Fernando Henrique Cardoso. Também tomei minha posição. As pessoas continuaram preferindo o caminho da ilusão. Mas o problema é bem maior. Diz o site do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro sobre o voto do eleitor analfabeto: "Este voto é facultativo. Entretanto, o eleitor analfabeto que deseja votar também tem esse ato facilitado pois, na maioria dos casos, conhece números. Ele faz ligações telefônicas de telefones públicos cujo teclado é igual ao da urna eletrônica. Para confirmar ou corrigir o voto, ele poderá identificar as teclas através das cores." Não se questiona o fato do analfabeto não saber distinguir entre um parlamentar sério e um canalha. Se ele não é daltônico, sabe identificar as teclas através das cores ou sabe telefonar, também sabe votar, ou seja, pode servir de massa de manobra. A essa legião de desinformados vem se juntar os jovens a partir de 16 anos. Até os 18 anos seu voto também é facultativo. Esses jovens, até há algum tempo, acreditavam em Papai Noel. Quais serão seus valores agora?
Há diversos paradigmas para se escolher um bom candidato. Um deles é a questão religiosa. Um homem de Deus é uma pessoa confiável, não é, bispo Rodrigues? Quantos pastores não estão por aí enrolados no mensalão e na CPI dos sanguessugas? Agora até a Igreja Universal adotou um partido político, onde pontificam o bispo Crivella e o vice do Lula, José Alencar. Eu preferia aquele da Iracema, a virgem dos lábios de mel e de cabelos tão escuros como a asa da graúna. "Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração. Porém, vós a tendes transformado em covil de ladrões" (Mateus, XXI; 12 e 13). Isto é a respeito dos vendilhões do templo e dos falsos profetas modernos.
O outro paradigma é a mulher, um ser maravilhoso, afável, bondoso, criterioso. Noutro dia, alguém que vai votar numa mulher, justificou: - "Você não sabe o que é a cabeça de uma mulher!" Eu respondi que sabia: servia para dançar a melô do mensalão, não é, Ângela Guadagnin?, e servia também para tentar livrar a cara dos "companheiros" enrolados na CPI do mensalão, não é, Ideli Salvatti?
Não é o fato de ser mulher, ou ser religioso, ou ser negro que dá competência a alguém para ser um bom político. Seria mais uma questão de caráter. Após um discurso em que Sarney dizia que o PMDB deverá dar sustentação ao novo governo (Lula reeleito), Pedro Simon (PMDB-RS), perdeu a paciência e disse: "É triste esse papel do Sarney. Infelizmente ele serve a qualquer governo e tem os cargos que quer". Sarney sabe dobrar a espinha, é um grande patriota, nunca está contra o governo.
E o Lula? Quem sabe da vida dele é o Cesar Benjamin, o Cesinha. Lula, certa inesquecível vez, lhe disse: “Cesinha, sabe quem me ligou nesses dias? O Alberico, da Globo. Jantei com eles anteontem. Derrubamos quatro litros de uísque. Eu pedi que não se preocupassem, que estava tudo bem entre nós. Não vou brigar com a Globo, não é, Cesinha?”
Agora Lula vai prometer fazer o que não fez nas outras promessas. Estou começando a organizar uma lista, que não é a de Schindler. Deverá ter mais de 300 nomes. Vou distribuir entre eles uma edição ampliada do presente artigo. Espero que me compreendam. De qualquer maneira continuarei no meu ramo de secos e molhados.
terça-feira, julho 25
Nova página de campanha de Cristovam
No Rio, Cristovam Buarque faz campanha com Carlos Lupi
Já se pode acessar a página de campanha de Cristovam. Muito bonita. Clique aqui.
O candidato à presidência da República pelo PDT, Cristovam Buarque, fez campanha nesta terça-feira (25/7) no Rio de Janeiro. Buarque foi recebido no aeroporto do Galeão pelo candidato do seu partido ao governo do Estado, Carlos Lupi.
Os dois fizeram corpo-a-corpo com os eleitores e panfletagem na Ilha do Governador. No bairro do Cacuia, os candidatos conversaram com funcionários da Varig que mostraram-se descontentes com o destino da empresa. Cristovam e Lupi vestiram uma camisa da Varig que foi oferecida pelos funcionários.
Carlos Lupi criticou a posição do governo federal, que não interveio para impedir a venda da empresa aérea e disse que o governo "deixou o setor entregue a própria sorte". O candidato do PDT criticou também seus adversários na disputa pela sucessão estadual. Sobre a candidatura de Sérgio Cabral (PMDB), disse que é "um castelo de areia". "Todo castelo de areia, que de longe parece até de concreto, cai quando sopra a brisa forte". Marcelo Crivella, candidato do PRB, foi criticado por "usar a religião para fazer Política".
No fim do dia, Carlos Lupi acompanhou Cristovam Buarque ao Teatro da Universidade Federal Fluminense, onde o candidato à presidência fez uma palestra sobre Educação.
Já se pode acessar a página de campanha de Cristovam. Muito bonita. Clique aqui.
O candidato à presidência da República pelo PDT, Cristovam Buarque, fez campanha nesta terça-feira (25/7) no Rio de Janeiro. Buarque foi recebido no aeroporto do Galeão pelo candidato do seu partido ao governo do Estado, Carlos Lupi.Os dois fizeram corpo-a-corpo com os eleitores e panfletagem na Ilha do Governador. No bairro do Cacuia, os candidatos conversaram com funcionários da Varig que mostraram-se descontentes com o destino da empresa. Cristovam e Lupi vestiram uma camisa da Varig que foi oferecida pelos funcionários.
Carlos Lupi criticou a posição do governo federal, que não interveio para impedir a venda da empresa aérea e disse que o governo "deixou o setor entregue a própria sorte". O candidato do PDT criticou também seus adversários na disputa pela sucessão estadual. Sobre a candidatura de Sérgio Cabral (PMDB), disse que é "um castelo de areia". "Todo castelo de areia, que de longe parece até de concreto, cai quando sopra a brisa forte". Marcelo Crivella, candidato do PRB, foi criticado por "usar a religião para fazer Política".
No fim do dia, Carlos Lupi acompanhou Cristovam Buarque ao Teatro da Universidade Federal Fluminense, onde o candidato à presidência fez uma palestra sobre Educação.
Cristovam Buarque
Cristovam almoça com empresários no Rio
do blog do Cristovam
O candidato do PDT à Presidência da República, Cristovam Buarque, almoçou com 60 empresários de diferentes setores no Restaurante do Jocquéi Clube, Centro do Rio de Janeiro. Antes de entrar para o almoço, Cristovam deu uma entrevista rápida onde disse que um de seus principais programas na área de educação é fazer com que o Programa Brasil Alfabetizado retome o prazo para se erradicar o analfabetismo em nosso País. "Programas para alfabetizar se fazem no Brasil há mais de um século, mas nenhum deles estabeleceu prazo", ressaltou.
do blog do Cristovam
O candidato do PDT à Presidência da República, Cristovam Buarque, almoçou com 60 empresários de diferentes setores no Restaurante do Jocquéi Clube, Centro do Rio de Janeiro. Antes de entrar para o almoço, Cristovam deu uma entrevista rápida onde disse que um de seus principais programas na área de educação é fazer com que o Programa Brasil Alfabetizado retome o prazo para se erradicar o analfabetismo em nosso País. "Programas para alfabetizar se fazem no Brasil há mais de um século, mas nenhum deles estabeleceu prazo", ressaltou.
Cristovam é educação
Dois estilos
Merval Pereira
Globo
São dois ex-petistas que podem forçar a realização do segundo turno, duas personalidades políticas completamente diferentes entre si. Uma foi expulsa do partido, o outro saiu por conta própria, ambos por discordarem dos métodos do governo, mas defendem idéias distintas. O senador Cristoam Buarque, atualmente no PDT, sabe que não pode baixar os juros por decreto, nem acha bom reestatizar a Vale do Rio Doce, dois pontos do programa de governo da senadora Heloísa Helena, do PSOL. Cristovam amarga 1% nas pesquisas eleitorais, enquanto Heloísa Helena alcança os dois dígitos e transforma-se no grande sucesso da campanha eleitoral.
Ex-ministro de Lula, Cristovam diz que aonde vai sente receptividade grande à sua proposta, baseada na educação. “Muita gente diz que eu não subo porque não uso o discurso da Heloísa. E eu respondo a esses marqueteiros que vou continuar assim, meu discurso é outro, eu tenho uma proposta. Eu quero é que daqui a dez anos saibam que tinha um candidato que fez uma campanha baseada na educação”.
Para ele, “estabilidade e educação são as duas pernas que o Brasil precisa para pular essa barreira que não deixa a gente chegar à modernidade”. Cristovam quer virar algumas páginas de nossa história, mas elas são mais pesadas do que deveriam: “Parece que a história de hoje do Brasil é escrita em páginas de chumbo, você não vira a página da violência, não vira a página da desigualdade, como a gente virou a página da inflação e a da ditadura”.
Ele tem esperanças de que, com o programa eleitoral mostrando as propostas, termine subindo nas pesquisas — há informações de que já teria chegado a 3% das intenções de votos em algumas pesquisas — mas acha que a melhor coisa que tem é que a marca pegou: Cristovam é educação.
Para ler a íntegra da coluna do Globo, clique em MERVAL PEREIRA
Merval Pereira
Globo
São dois ex-petistas que podem forçar a realização do segundo turno, duas personalidades políticas completamente diferentes entre si. Uma foi expulsa do partido, o outro saiu por conta própria, ambos por discordarem dos métodos do governo, mas defendem idéias distintas. O senador Cristoam Buarque, atualmente no PDT, sabe que não pode baixar os juros por decreto, nem acha bom reestatizar a Vale do Rio Doce, dois pontos do programa de governo da senadora Heloísa Helena, do PSOL. Cristovam amarga 1% nas pesquisas eleitorais, enquanto Heloísa Helena alcança os dois dígitos e transforma-se no grande sucesso da campanha eleitoral.
Ex-ministro de Lula, Cristovam diz que aonde vai sente receptividade grande à sua proposta, baseada na educação. “Muita gente diz que eu não subo porque não uso o discurso da Heloísa. E eu respondo a esses marqueteiros que vou continuar assim, meu discurso é outro, eu tenho uma proposta. Eu quero é que daqui a dez anos saibam que tinha um candidato que fez uma campanha baseada na educação”.
Para ele, “estabilidade e educação são as duas pernas que o Brasil precisa para pular essa barreira que não deixa a gente chegar à modernidade”. Cristovam quer virar algumas páginas de nossa história, mas elas são mais pesadas do que deveriam: “Parece que a história de hoje do Brasil é escrita em páginas de chumbo, você não vira a página da violência, não vira a página da desigualdade, como a gente virou a página da inflação e a da ditadura”.
Ele tem esperanças de que, com o programa eleitoral mostrando as propostas, termine subindo nas pesquisas — há informações de que já teria chegado a 3% das intenções de votos em algumas pesquisas — mas acha que a melhor coisa que tem é que a marca pegou: Cristovam é educação.
Para ler a íntegra da coluna do Globo, clique em MERVAL PEREIRA
Pesquisas e Orkut
Orkut: site transforma-se em palanque digital nas eleições de 2006
BEATRICCE BRUNO
Correio do Estado
Mato Grosso do Sul
A Justiça Eleitoral não baixou nenhuma resolução para controlar o uso de Orkut – site de relacionamento na Internet – e por isso a ferramenta está sendo utilizada como palanque eleitoral pelos políticos que disputam a campanha em 2006. O Tribunal Superior Eleitoral estabeleceu apenas normas para publicidade de candidatos em sites, mas não fez nenhuma observação ao uso do orkut. Na falta da legislação, o site está recheado de comunidades que apóiam políticos ou até servem para execrar candidatos.
No cenário estadual, os maiores adversários da disputa do Governo do Estado – André Puccinelli (PMDB) e Delcídio do Amaral (PT) – têm comunidades dentro do site. Puccinelli conta com seis comunidades que manifestam apoio para sua campanha para governador de Mato Grosso do Sul. Porém no site, o peemedebista também é lembrado pelo protesto de alguns internautas que não querem ver o candidato consagrado como governador sul-mato-grossense.
Já Delcídio está em melhor cotação no Orkut. O senador tem nove comunidades de apoio e apenas uma – que divide com seu adversário peemedebista – que sugere o voto contra a campanha do petista e também de André. Alguns grupos até ressaltam os atributos físicos do
senador, por exemplo: "Delcídio do Amaral é lindo" e "Delcídio: Fagundes do Pantanal".
Na corrida pelo voto e para ganhar a simpatia de pessoas que visitam o site, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o campeão. Tem mais de mil comunidades. O segundo candidato na preferência do eleitorado brasileiro que disputa a Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB), tem 488 comunidades, José Maria Eymael (PSDC) conta com apenas uma página no Orkut, Heloísa Helena (PSOL) tem 171 comunidades, Cristóvam Buarque (PDT) está em 12 grupos, Rui Pimenta e Luciano Bivar, apenas com uma comunidade cada um.
Do Moreira Franco antigamente as moçoilas diziam: - "Pena que é do PDS". Do Delcídio do Amaral poder-se-ia dizer: - "Pena que é do PT".
Mas como se vê pelo Orkut, as pesquisas funcionam. Só que parecem aquele famoso comercial de TV da VARIG (1995) "Um, dois três: 560 km, 560 km, pára um pouquinho, descansa um pouquinho, 550 km" - "Voe pelo Brasil sem parar um pouquinho aqui, ou pouquinho ali... na proxima vez vá de VARIG!"
As pesquisas ajeitam um pouquinho, empurram um pouquinho, a massa ignara se deixa levar pelas pesquisas, os jornais e revistas são pautados pelas pesquisas, são chamados para entrevistas na televisão apenas os melhores nas pesquisas. Acaba dando na pesquisa final das urnas o que as pesquisas alavancaram todo o tempo.
O que é preciso fazer para aparecer nas pesquisas? Alguns candidatos chamam urubú de meu louro, outros dão bom dia a cavalo. Funciona. Cristovam Buarque diz que está fazendo campanha só para as crianças, falando sobre Educação. E se as mães das crianças já recebem o Bolsa-família, também conhecido como Bolsa-esmola? Prometa reverter para Bolsa-escola, senador.
BEATRICCE BRUNO
Correio do Estado
Mato Grosso do Sul
A Justiça Eleitoral não baixou nenhuma resolução para controlar o uso de Orkut – site de relacionamento na Internet – e por isso a ferramenta está sendo utilizada como palanque eleitoral pelos políticos que disputam a campanha em 2006. O Tribunal Superior Eleitoral estabeleceu apenas normas para publicidade de candidatos em sites, mas não fez nenhuma observação ao uso do orkut. Na falta da legislação, o site está recheado de comunidades que apóiam políticos ou até servem para execrar candidatos.
No cenário estadual, os maiores adversários da disputa do Governo do Estado – André Puccinelli (PMDB) e Delcídio do Amaral (PT) – têm comunidades dentro do site. Puccinelli conta com seis comunidades que manifestam apoio para sua campanha para governador de Mato Grosso do Sul. Porém no site, o peemedebista também é lembrado pelo protesto de alguns internautas que não querem ver o candidato consagrado como governador sul-mato-grossense.
Já Delcídio está em melhor cotação no Orkut. O senador tem nove comunidades de apoio e apenas uma – que divide com seu adversário peemedebista – que sugere o voto contra a campanha do petista e também de André. Alguns grupos até ressaltam os atributos físicos do
senador, por exemplo: "Delcídio do Amaral é lindo" e "Delcídio: Fagundes do Pantanal".
Na corrida pelo voto e para ganhar a simpatia de pessoas que visitam o site, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o campeão. Tem mais de mil comunidades. O segundo candidato na preferência do eleitorado brasileiro que disputa a Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB), tem 488 comunidades, José Maria Eymael (PSDC) conta com apenas uma página no Orkut, Heloísa Helena (PSOL) tem 171 comunidades, Cristóvam Buarque (PDT) está em 12 grupos, Rui Pimenta e Luciano Bivar, apenas com uma comunidade cada um.
Do Moreira Franco antigamente as moçoilas diziam: - "Pena que é do PDS". Do Delcídio do Amaral poder-se-ia dizer: - "Pena que é do PT".
Mas como se vê pelo Orkut, as pesquisas funcionam. Só que parecem aquele famoso comercial de TV da VARIG (1995) "Um, dois três: 560 km, 560 km, pára um pouquinho, descansa um pouquinho, 550 km" - "Voe pelo Brasil sem parar um pouquinho aqui, ou pouquinho ali... na proxima vez vá de VARIG!"
As pesquisas ajeitam um pouquinho, empurram um pouquinho, a massa ignara se deixa levar pelas pesquisas, os jornais e revistas são pautados pelas pesquisas, são chamados para entrevistas na televisão apenas os melhores nas pesquisas. Acaba dando na pesquisa final das urnas o que as pesquisas alavancaram todo o tempo.
O que é preciso fazer para aparecer nas pesquisas? Alguns candidatos chamam urubú de meu louro, outros dão bom dia a cavalo. Funciona. Cristovam Buarque diz que está fazendo campanha só para as crianças, falando sobre Educação. E se as mães das crianças já recebem o Bolsa-família, também conhecido como Bolsa-esmola? Prometa reverter para Bolsa-escola, senador.
Pero Vaz de Caminha, o escrivão
Almirante abandona a Esquadra
O site Contas Abertas tem em "Notícias" um tópico chamado "Perguntar não ofende: Consultas curiosas de partidos e políticos sobre o que vale para as eleições de 2006 ". Trata-se de perguntas tipo joão sem braço (pra quem não entende de futebol, o joão sem braço nunca põe a mão na bola, é cristalino), são perguntas inocentes dos que sabem que não podem mas acham que podem (burlar a lei).
O mundo da internet também chegou às campanhas políticas. Para os ministros do TSE, isso significa mais um universo de possibilidades de perguntas a responder. Por exemplo, o secretário-geral da executiva nacional do Partido Social Liberal (PSL) questiona quais são os limites de opinião para os blogs – diários virtuais – e comunidades on-line sobre candidatos. A resposta do TSE à consulta deve sair no próximo mês. Por enquanto, a Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro já toma decisões. A justiça determinou que o blog Pero Vaz de Caminha – que fazia ataques ao peemedebista Sérgio Cabral Filho - fosse retirado do ar.
Lembram-se daquelas decisões da justiça de não se ouvir o caseiro, de não se quebrar o sigilo do Okamotto, de se dar ao acusado o direito de ficar calado na CPI, enfim, o fortalecimento do direito à impunidade? Não é nem o caso de se falar mal do Sérgio Cabral. O Pero Vaz de Caminha apenas relata à Côrte os sucessos na província, tudo devidamente documentado, com todos os papiros, uns até já amarelados pelo tempo.
Será que a censura chegou mesmo à internet? Acho que sim. Mas vamos dar um pequeno intervalo nesse negócio de política e vamos rir um pouco. O Pero Vaz de Caminha está mais para humor do que para denuncismo. Leiam antes que acabe. Esse escriba também está no Orkut. É o que ele diz a seguir: "O almirante Cabral tentou afundar minha nau. Isso é impossível. A internet é libertária e năo admite isso. Fui obrigado a atracar essa nau no Mar Adriático (Orkut)." O Blog de Guerrilha também discorre sobre o escrivão lusitano.
Eis um pequeno artigo cujo título está lá no início.
Almirante de uma das naus mais importantes da Esquadra do Almirante Cabral abandona a frota e diz que não convive com desvios de conduta.
O Globo- Coluna Panorama Político
O ex-governador do Rio, Moreira Franco, desistiu de disputar a reeleição para a Camara. Ele justifica: “Os desvios de conduta ultrapassaram em muito os limites de tolerância”.
Eu, de minha parte, nada tenho a dizer do Sérgio Cabral. Estão malucos? Depois me cassam o Represália e vou ficar com qual Opção???
O site Contas Abertas tem em "Notícias" um tópico chamado "Perguntar não ofende: Consultas curiosas de partidos e políticos sobre o que vale para as eleições de 2006 ". Trata-se de perguntas tipo joão sem braço (pra quem não entende de futebol, o joão sem braço nunca põe a mão na bola, é cristalino), são perguntas inocentes dos que sabem que não podem mas acham que podem (burlar a lei).O mundo da internet também chegou às campanhas políticas. Para os ministros do TSE, isso significa mais um universo de possibilidades de perguntas a responder. Por exemplo, o secretário-geral da executiva nacional do Partido Social Liberal (PSL) questiona quais são os limites de opinião para os blogs – diários virtuais – e comunidades on-line sobre candidatos. A resposta do TSE à consulta deve sair no próximo mês. Por enquanto, a Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro já toma decisões. A justiça determinou que o blog Pero Vaz de Caminha – que fazia ataques ao peemedebista Sérgio Cabral Filho - fosse retirado do ar.
Lembram-se daquelas decisões da justiça de não se ouvir o caseiro, de não se quebrar o sigilo do Okamotto, de se dar ao acusado o direito de ficar calado na CPI, enfim, o fortalecimento do direito à impunidade? Não é nem o caso de se falar mal do Sérgio Cabral. O Pero Vaz de Caminha apenas relata à Côrte os sucessos na província, tudo devidamente documentado, com todos os papiros, uns até já amarelados pelo tempo.
Será que a censura chegou mesmo à internet? Acho que sim. Mas vamos dar um pequeno intervalo nesse negócio de política e vamos rir um pouco. O Pero Vaz de Caminha está mais para humor do que para denuncismo. Leiam antes que acabe. Esse escriba também está no Orkut. É o que ele diz a seguir: "O almirante Cabral tentou afundar minha nau. Isso é impossível. A internet é libertária e năo admite isso. Fui obrigado a atracar essa nau no Mar Adriático (Orkut)." O Blog de Guerrilha também discorre sobre o escrivão lusitano.
Eis um pequeno artigo cujo título está lá no início.
Almirante de uma das naus mais importantes da Esquadra do Almirante Cabral abandona a frota e diz que não convive com desvios de conduta.
O Globo- Coluna Panorama Político
O ex-governador do Rio, Moreira Franco, desistiu de disputar a reeleição para a Camara. Ele justifica: “Os desvios de conduta ultrapassaram em muito os limites de tolerância”.
Eu, de minha parte, nada tenho a dizer do Sérgio Cabral. Estão malucos? Depois me cassam o Represália e vou ficar com qual Opção???
segunda-feira, julho 24
Você conhece o PT?
Triste destino
César Benjamin
16 de junho de 2005
Retornei do exílio em 1978, antes da anistia, animado com a retomada do movimento operário e o fortalecimento do movimento democrático no Brasil. Como muitos da minha geração, dediquei meus melhores esforços, nos anos seguintes, à construção do PT. Fui membro da direção nacional. A primeira eleição presidencial depois do regime militar, em 1989, encontrou-me na linha de frente. Chorei o trauma de uma derrota politicamente fraudulenta. Nos dias seguintes ao resultado, junto com cerca de 6 mil militantes e simpatizantes do PT, fui para a porta da Rede Globo de Televisão, no Rio de Janeiro, protestar contra a edição do último debate entre Lula e Collor, a exibição de seqüestradores do empresário Abílio Diniz com camisetas do PT e a manipulação de uma mulher pobre e ressentida, que havia recebido dinheiro para macular a vida pessoal do nosso candidato. Viajei em seguida a São Paulo, onde encontrei Lula. Tivemos um diálogo curto, que nunca esqueci. Lula me disse: “Cesinha, sabe quem me ligou nesses dias? O Alberico, da Globo. Jantei com eles anteontem. Derrubamos quatro litros de uísque. Eu pedi que não se preocupassem, que estava tudo bem entre nós. Não vou brigar com a Globo, não é, Cesinha?”
Apesar dos anos passados, a citação é textual. Fiquei muito perturbado ao saber, pelo próprio Lula, que, no mesmo dia em que a militância do PT protestava na rua, para defendê-lo, ele “derrubava quatro litros de uísque” com a direção da emissora que o havia agredido e humilhado, reiteradamente, nas semanas anteriores. A conversa serviu, para mim, como um sinal amarelo sobre o caráter do nosso líder. Mas sua imagem só desmontou definitivamente em 1994, quando bancos e empreiteiras começaram a financiar pesadamente o PT, à revelia da direção nacional e da militância, mantidas na ignorância dos novos esquemas paralelos.
Começou então a ascensão de uma “esquerda de negócios”, fenômeno novo em nossa história. Incentivados e promovidos a cargos de direção, os “operadores” ajudaram a consolidar o poder da Articulação no PT. As relações internas foram fortemente contaminadas pela circulação de dinheiro, em geral para financiar campanhas e garantir lealdades. A honra de pessoas e o cadáver de Celso Daniel ficaram no meio do caminho, mas Lula chegou onde queria chegar. Depois de vários anos de sucessivas demonstrações de vassalagem, foi ungido. (Brizola, que enfrentou a Globo em defesa de Lula, foi destruído.)
O PT levou para a Presidência da República as mesmas práticas testadas e aprovadas na luta interna, mas agora em escala muito ampliada. Os operadores passaram a operar freneticamente, aliás em ambiente propício. O que já foi divulgado é uma pequena fração dos malfeitos. Lula encontrou pronta uma forma espúria de organizar o poder político da Nação e, em vez de lutar para alterá-la, como era sua obrigação política e moral, adaptou-se a ela. Forças de natureza supranacional, representantes dos nossos credores, continuaram a ocupar o Banco Central e o Ministério da Fazenda; a partir dessas posições, manejando as políticas monetária, cambial e fiscal, bem como a execução do orçamento, elas controlam e subordinam a ação de todo o Estado brasileiro. O Legislativo continuou a ser o espaço onde se expressam demandas de natureza subnacional, negociadas caso a caso, na margem, de acordo com a necessidade de composições políticas em cada momento. O aparelho de Estado continuou a ser tratado como butim. E o povo pobre continuou a receber as migalhas das políticas compensatórias. Nesse arranjo, nenhuma instância cuida seriamente dos interesses da Nação, que por isso permanece à deriva. É assim que se faz política no Brasil. A Presidência da República, porém, é uma instância muito complexa, para onde convergem todas as demandas e interesses. Na ausência de um projeto qualquer, inexiste um eixo ordenador das negociações, de modo a impor limites aos apetites de cada parte. Lula e o PT submergiram na política do varejo, atendendo ou deixando de atender cada interesse conforme as pressões do momento, cada vez mais ponderadas pela grande meta da reeleição, a única que de fato os interessava. Com o tempo, o governo foi se tornando inconfiável para todos. E cometeu o erro fatal: deixou de honrar a palavra empenhada, rompendo assim o primeiro mandamento de qualquer cosa nostra. O deputado Roberto Jefferson deu o troco.
Fala-se agora em reforma política. É mais um blefe. O problema não é de novas regras formais, feitas, como as outras, para serem burladas, mas de conteúdo. O esquema atual é sustentado por uma aliança paradoxal, que vem sendo renovada em cada eleição, dos mais ricos, que comandam sempre, com os mais pobres, que apenas votam a cada quatro anos. Essa aliança tem como alvo preferencial o mundo do trabalho e suas instituições. Os direitos associados ao trabalho, jamais universalizados, são denunciados como privilégios, num país em que os verdadeiros privilegiados são invisíveis à grande massa da população. O ressentimento popular contra a desigualdade é usado para destruir as ilhas de cidadania, que deveriam ser justamente os pontos de Arquimedes onde a Nação poderia apoiar suas alavancas para desenvolver-se, puxando os que ficaram para trás. Collor inaugurou essa aliança no terreno simbólico. Fernando Henrique deu seqüência a ela, utilizando-se do Plano Real, que permitiu uma convergência momentânea de interesses tão díspares. Hoje, Lula é quem faz a ligação, que agora é simbólica (pelas origens dele) e material: oferece por ano R$ 150 bilhões em juros para os mais ricos e R$ 10 bilhões, pulverizados, em bolsa-família para os mais pobres. Cumpre bem esse papel. Não será atingido por nenhuma investigação. Está blindado. Mas é refém.
Triste destino, o do PT: em 1989, apontava que a aliança correta, aquela capaz de retirar a Nação da crise, tem de ocorrer entre o mundo do trabalho e da cultura, de um lado, e os mais pobres, de outro, com a subseqüente reforma de instituições e costumes. Em 2002, tornou-se um instrumento da aliança espúria que mantém o Brasil em crise crônica. Continuará a existir como uma legenda a mais na política institucional, cada vez mais distanciada da vida do povo. É tudo melancólico e patético para quem, algum dia, sonhou em mudar o país. Estamos assistindo ao fim de um ciclo na existência da esquerda brasileira, um ciclo que não deixa legado teórico, político ou moral. Resta saber como e quando ela se recomporá. Seja como for, o PT pertence ao passado.
César Benjamin é editor e autor de A opção brasileira (Contraponto, 1998, nona edição) e Bom combate (Contraponto, 2004).
César Benjamin
16 de junho de 2005
Retornei do exílio em 1978, antes da anistia, animado com a retomada do movimento operário e o fortalecimento do movimento democrático no Brasil. Como muitos da minha geração, dediquei meus melhores esforços, nos anos seguintes, à construção do PT. Fui membro da direção nacional. A primeira eleição presidencial depois do regime militar, em 1989, encontrou-me na linha de frente. Chorei o trauma de uma derrota politicamente fraudulenta. Nos dias seguintes ao resultado, junto com cerca de 6 mil militantes e simpatizantes do PT, fui para a porta da Rede Globo de Televisão, no Rio de Janeiro, protestar contra a edição do último debate entre Lula e Collor, a exibição de seqüestradores do empresário Abílio Diniz com camisetas do PT e a manipulação de uma mulher pobre e ressentida, que havia recebido dinheiro para macular a vida pessoal do nosso candidato. Viajei em seguida a São Paulo, onde encontrei Lula. Tivemos um diálogo curto, que nunca esqueci. Lula me disse: “Cesinha, sabe quem me ligou nesses dias? O Alberico, da Globo. Jantei com eles anteontem. Derrubamos quatro litros de uísque. Eu pedi que não se preocupassem, que estava tudo bem entre nós. Não vou brigar com a Globo, não é, Cesinha?”
Apesar dos anos passados, a citação é textual. Fiquei muito perturbado ao saber, pelo próprio Lula, que, no mesmo dia em que a militância do PT protestava na rua, para defendê-lo, ele “derrubava quatro litros de uísque” com a direção da emissora que o havia agredido e humilhado, reiteradamente, nas semanas anteriores. A conversa serviu, para mim, como um sinal amarelo sobre o caráter do nosso líder. Mas sua imagem só desmontou definitivamente em 1994, quando bancos e empreiteiras começaram a financiar pesadamente o PT, à revelia da direção nacional e da militância, mantidas na ignorância dos novos esquemas paralelos.
Começou então a ascensão de uma “esquerda de negócios”, fenômeno novo em nossa história. Incentivados e promovidos a cargos de direção, os “operadores” ajudaram a consolidar o poder da Articulação no PT. As relações internas foram fortemente contaminadas pela circulação de dinheiro, em geral para financiar campanhas e garantir lealdades. A honra de pessoas e o cadáver de Celso Daniel ficaram no meio do caminho, mas Lula chegou onde queria chegar. Depois de vários anos de sucessivas demonstrações de vassalagem, foi ungido. (Brizola, que enfrentou a Globo em defesa de Lula, foi destruído.)
O PT levou para a Presidência da República as mesmas práticas testadas e aprovadas na luta interna, mas agora em escala muito ampliada. Os operadores passaram a operar freneticamente, aliás em ambiente propício. O que já foi divulgado é uma pequena fração dos malfeitos. Lula encontrou pronta uma forma espúria de organizar o poder político da Nação e, em vez de lutar para alterá-la, como era sua obrigação política e moral, adaptou-se a ela. Forças de natureza supranacional, representantes dos nossos credores, continuaram a ocupar o Banco Central e o Ministério da Fazenda; a partir dessas posições, manejando as políticas monetária, cambial e fiscal, bem como a execução do orçamento, elas controlam e subordinam a ação de todo o Estado brasileiro. O Legislativo continuou a ser o espaço onde se expressam demandas de natureza subnacional, negociadas caso a caso, na margem, de acordo com a necessidade de composições políticas em cada momento. O aparelho de Estado continuou a ser tratado como butim. E o povo pobre continuou a receber as migalhas das políticas compensatórias. Nesse arranjo, nenhuma instância cuida seriamente dos interesses da Nação, que por isso permanece à deriva. É assim que se faz política no Brasil. A Presidência da República, porém, é uma instância muito complexa, para onde convergem todas as demandas e interesses. Na ausência de um projeto qualquer, inexiste um eixo ordenador das negociações, de modo a impor limites aos apetites de cada parte. Lula e o PT submergiram na política do varejo, atendendo ou deixando de atender cada interesse conforme as pressões do momento, cada vez mais ponderadas pela grande meta da reeleição, a única que de fato os interessava. Com o tempo, o governo foi se tornando inconfiável para todos. E cometeu o erro fatal: deixou de honrar a palavra empenhada, rompendo assim o primeiro mandamento de qualquer cosa nostra. O deputado Roberto Jefferson deu o troco.
Fala-se agora em reforma política. É mais um blefe. O problema não é de novas regras formais, feitas, como as outras, para serem burladas, mas de conteúdo. O esquema atual é sustentado por uma aliança paradoxal, que vem sendo renovada em cada eleição, dos mais ricos, que comandam sempre, com os mais pobres, que apenas votam a cada quatro anos. Essa aliança tem como alvo preferencial o mundo do trabalho e suas instituições. Os direitos associados ao trabalho, jamais universalizados, são denunciados como privilégios, num país em que os verdadeiros privilegiados são invisíveis à grande massa da população. O ressentimento popular contra a desigualdade é usado para destruir as ilhas de cidadania, que deveriam ser justamente os pontos de Arquimedes onde a Nação poderia apoiar suas alavancas para desenvolver-se, puxando os que ficaram para trás. Collor inaugurou essa aliança no terreno simbólico. Fernando Henrique deu seqüência a ela, utilizando-se do Plano Real, que permitiu uma convergência momentânea de interesses tão díspares. Hoje, Lula é quem faz a ligação, que agora é simbólica (pelas origens dele) e material: oferece por ano R$ 150 bilhões em juros para os mais ricos e R$ 10 bilhões, pulverizados, em bolsa-família para os mais pobres. Cumpre bem esse papel. Não será atingido por nenhuma investigação. Está blindado. Mas é refém.
Triste destino, o do PT: em 1989, apontava que a aliança correta, aquela capaz de retirar a Nação da crise, tem de ocorrer entre o mundo do trabalho e da cultura, de um lado, e os mais pobres, de outro, com a subseqüente reforma de instituições e costumes. Em 2002, tornou-se um instrumento da aliança espúria que mantém o Brasil em crise crônica. Continuará a existir como uma legenda a mais na política institucional, cada vez mais distanciada da vida do povo. É tudo melancólico e patético para quem, algum dia, sonhou em mudar o país. Estamos assistindo ao fim de um ciclo na existência da esquerda brasileira, um ciclo que não deixa legado teórico, político ou moral. Resta saber como e quando ela se recomporá. Seja como for, o PT pertence ao passado.
César Benjamin é editor e autor de A opção brasileira (Contraponto, 1998, nona edição) e Bom combate (Contraponto, 2004).
As promessas de Lula
Plano de Lula para prisão fica no papel
Estado de São Paulo
Roberta Pennafort
Maioria das 27 propostas do Plano Nacional de Segurança para o sistema penitenciário não foi implementada
A maioria das 27 propostas existentes no Plano Nacional de Segurança Pública para reverter o quadro catastrófico dos presídios brasileiros e evitar a expansão de grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e a eclosão de rebeliões não foi posta em prática pelo governo federal.
"A maior parte delas ficou no papel", afirma a socióloga Julita Lemgruber, que trabalhou para a elaboração do capítulo relativo ao sistema penitenciário do plano.
O Plano Nacional de Segurança Pública foi uma das principais bandeiras de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), então candidato à Presidência em 2002. Julita lamenta o fato de a situação caótica nos presídios não ter se alterado. "Eu me sinto frustrada. Lula dizia que era o único presidente que já assumiria com um plano de segurança e que ele começaria a ser implementado no primeiro dia de seu governo. E, aí, ele assume e esquece tudo?"
Um dos problemas mais graves, ela aponta, é o contingenciamento dos recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen). Esse era justamente o tema do primeiro item do capítulo, que dizia: "Determinação expressa para que os recursos do Funpen não sejam contingenciados". Atualmente, segundo confirma o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), R$ 140 milhões "carimbados", ou seja, que não podem ser usados para outros fins, estão bloqueados.
Tem problema não. Lula promete tudo de novo.
Papai Noel em outubro
Suplicy diz que seria "oportuno" segundo turno entre Lula e Heloísa Helena
TATHIANA BARBAR
da Folha Online
Tuca Vieira/Folha Imagem
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), candidato à reeleição, afirmou nesta segunda-feira que seria "interessante" um segundo turno nas eleições de outubro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a candidata do PSOL à sucessão presidencial, senadora Heloísa Helena (AL).
"Eu voto no presidente Lula e espero que ele vença no primeiro turno, mas seria oportuno um segundo turno entre ele e Heloísa Helena. Ela teve origem no PT e o debate seria interessante", disse Suplicy.
O senador afirmou que votaria em Heloísa Helena num eventual segundo turno entre ela e o candidato tucano, Geraldo Alckmin.
"Tenho por Heloísa Helena carinho, respeito e amizade. Votei para que ela não fosse expulsa do PT. Eu preferia que ela ainda estivesse no partido. É louvável o procedimento ético da senadora."
Suplicy disse que foi convidado para ingressar no PSOL, mas que não deixou o PT porque acredita e espera sempre acreditar nos programas do partido.
"Não posso deixar minha família. O PT tem procedimentos que nenhum outro partido tem. Quero permanecer no partido e ajudá-lo a reparar os erros que cometeu."
E onde é que entra o Papai Noel?
TATHIANA BARBAR
da Folha Online
Tuca Vieira/Folha Imagem
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), candidato à reeleição, afirmou nesta segunda-feira que seria "interessante" um segundo turno nas eleições de outubro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a candidata do PSOL à sucessão presidencial, senadora Heloísa Helena (AL)."Eu voto no presidente Lula e espero que ele vença no primeiro turno, mas seria oportuno um segundo turno entre ele e Heloísa Helena. Ela teve origem no PT e o debate seria interessante", disse Suplicy.
O senador afirmou que votaria em Heloísa Helena num eventual segundo turno entre ela e o candidato tucano, Geraldo Alckmin.
"Tenho por Heloísa Helena carinho, respeito e amizade. Votei para que ela não fosse expulsa do PT. Eu preferia que ela ainda estivesse no partido. É louvável o procedimento ético da senadora."
Suplicy disse que foi convidado para ingressar no PSOL, mas que não deixou o PT porque acredita e espera sempre acreditar nos programas do partido.
"Não posso deixar minha família. O PT tem procedimentos que nenhum outro partido tem. Quero permanecer no partido e ajudá-lo a reparar os erros que cometeu."
E onde é que entra o Papai Noel?
O culpado é o sistema
Lula culpa sistema pela corrupção
Sobre um texto da Folha de São Paulo
Apenas a poucos meses do final de seu governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defende uma reforma política como o único meio de acabar com os escândalos de corrupção no Brasil.
O petista disse que, se nada for feito, os casos vão se repetir. "Nós precisamos mexer nessa ferida chamada política brasileira", afirmou. Foi no mandato de Lula que vieram à tona os escândalos do mensalão e dos sanguessugas. Ontem, o presidente atribuiu essas crises basicamente aos problemas do sistema político.
O presidente não aprofundou sua proposta, mas disse que a reforma que pretende fazer caso reeleito "passa pelas organizações das estruturas partidárias deste país", o que incluiria "desde a mudança no regimento interno" do Congresso "até a discussão de mandato de pessoas, até a existência ou não de partidos-laranja e partidos de verdade".
O problema é que o sistema escolheu logo o governo do Lula. E já que se falou em partidos-laranja e partidos de verdade, seria conveniente que ele dissesse em qual modalidade enquadra o PMDB.
Ele voltou a vestir o figurino de "pai dos pobres" e afirmou que não importa se o Bolsa-Família é ou não assistencialista (desde que lhe renda votos, dizemos), mas sim que ele alimenta quem precisa. "O Bolsa-Família está levando calorias e proteínas para os buchinhos dos nossos meninos mais pobres."Disse ainda que uma pequena parcela deseja manter a população sem estudo para não ser contestada. "A ignorância é uma forma de tornar o povo vítima. A sabedoria não interessa a uma parte dos que governaram este país, historicamente."
São justamente os ignorantes que votam no Lula.
O ataque às elites já havia começado na noite anterior. "A mesma elite que levou Getúlio [Vargas] à morte, que levou Juscelino [Kubitschek] ao maior processo de acusação e de mentiras, que tirou João Goulart, essa mesma elite tentou me tirar. Só que a diferença básica no meu caso não é que eu fosse melhor. É que tinha um componente que eles não contavam e descobriram que existia, chamado povo brasileiro."
Tudo conversa vazia. O povo deve estar mais com ele do que esteve com Getúlio Vargas. É muita pretensão.
Lula disse que o problema da Varig está "quase resolvido" e criticou as empresas aéreas por não comprar aviões da Embraer - apesar de ele próprio ter comprado um Airbus, europeu, para a Presidência.
Precisa de mais comentários?
Sobre um texto da Folha de São Paulo
Apenas a poucos meses do final de seu governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defende uma reforma política como o único meio de acabar com os escândalos de corrupção no Brasil.
O petista disse que, se nada for feito, os casos vão se repetir. "Nós precisamos mexer nessa ferida chamada política brasileira", afirmou. Foi no mandato de Lula que vieram à tona os escândalos do mensalão e dos sanguessugas. Ontem, o presidente atribuiu essas crises basicamente aos problemas do sistema político.
O presidente não aprofundou sua proposta, mas disse que a reforma que pretende fazer caso reeleito "passa pelas organizações das estruturas partidárias deste país", o que incluiria "desde a mudança no regimento interno" do Congresso "até a discussão de mandato de pessoas, até a existência ou não de partidos-laranja e partidos de verdade".
O problema é que o sistema escolheu logo o governo do Lula. E já que se falou em partidos-laranja e partidos de verdade, seria conveniente que ele dissesse em qual modalidade enquadra o PMDB.
Ele voltou a vestir o figurino de "pai dos pobres" e afirmou que não importa se o Bolsa-Família é ou não assistencialista (desde que lhe renda votos, dizemos), mas sim que ele alimenta quem precisa. "O Bolsa-Família está levando calorias e proteínas para os buchinhos dos nossos meninos mais pobres."Disse ainda que uma pequena parcela deseja manter a população sem estudo para não ser contestada. "A ignorância é uma forma de tornar o povo vítima. A sabedoria não interessa a uma parte dos que governaram este país, historicamente."
São justamente os ignorantes que votam no Lula.
O ataque às elites já havia começado na noite anterior. "A mesma elite que levou Getúlio [Vargas] à morte, que levou Juscelino [Kubitschek] ao maior processo de acusação e de mentiras, que tirou João Goulart, essa mesma elite tentou me tirar. Só que a diferença básica no meu caso não é que eu fosse melhor. É que tinha um componente que eles não contavam e descobriram que existia, chamado povo brasileiro."
Tudo conversa vazia. O povo deve estar mais com ele do que esteve com Getúlio Vargas. É muita pretensão.
Lula disse que o problema da Varig está "quase resolvido" e criticou as empresas aéreas por não comprar aviões da Embraer - apesar de ele próprio ter comprado um Airbus, europeu, para a Presidência.
Precisa de mais comentários?
Eleições na internet
Recebi por email a mensagem que, entre outras coisas dizia: "Para derrotarmos o PT e tirarmos a quadrilha de Lula do poder, não basta enviar piadas, charges e comentários sobre a corrupção no governo. Isto ajuda, mas não é suficiente! Para livrarmos o Brasil da praga do PT são necessárias ações objetivas, concretas e eficientes. A primeira delas, é deixar de lado o comodismo do brasileiro e a mania de não se envolver em política. Lembre-se: "o grande castigo de quem não gosta de política, é ser governado pelos que gostam..."
A segunda atitude a ser tomada é não acreditar nas pesquisas (encomendadas para desanimar quem é contra); não se dar por vencido, não esmorecer, e trabalhar sério por um candidato sério.
A terceira atitude a ser tomada é deixar de lado predileções partidárias, simpatias ou antipatias pessoais e nos unirmos em torno de um único nome, com reais possibilidades de vitória. E o único candidato sério, competente e com possibilidades concretas de derrotar o atual governo petista chama-se Geraldo Alkmin."
A partir desta terceira atitude eu passo a discordar. O segundo turno é para os ajustes finos. Além disso, as feridas deixadas por Fernando Henrique ainda estão abertas. É o outro lado da moeda que tem que ser analisado. E mais: eu votarei no Cristovam Buarque e nos demais candidatos do PDT. A partir do momento em que o eleitor escolher um partido e depois escolher os candidatos, as coisas andarão melhor. Nada de salada de fruta.
Uma amiga minha ponderou: "Eu acho que não vou votar no Lupi (candidato a governador do Rio)".
A liderança do Carlos Lupi no PDT sucedeu à exercida por Brizola. Não é justo cobrar de Lupi um desempenho igual. Mas eu falei: - Você não precisa votar no Lupi, há tantos candidatos, veja: Sérgio Cabral candidato dos Garotinhos, Crivella candidato da Igreja Universal e do Lula, Denise Frossard candidata do Cesar Maia e super aposentada (14 anos de serviço com Adicional por Tempo de Serviço de 45%), Vladimir Palmeira novamente enganado pelo PT desta vez com o bispo Crivella.
Ela riu. E tinha que rir muito. Não há como não votar no Lupi. Quanto a deputados, não gostaria de reelegé-los. Não fiquei nada satisfeito com os deputados em quem votei na última eleição. Acho reeleição uma coisa terrível. O candidato promete fazer tudo o que não fez quando estava no poder, não é, presidente Lula? Pelo menos agora vou fazê-los trabalhar: votarei em outros!
A segunda atitude a ser tomada é não acreditar nas pesquisas (encomendadas para desanimar quem é contra); não se dar por vencido, não esmorecer, e trabalhar sério por um candidato sério.
A terceira atitude a ser tomada é deixar de lado predileções partidárias, simpatias ou antipatias pessoais e nos unirmos em torno de um único nome, com reais possibilidades de vitória. E o único candidato sério, competente e com possibilidades concretas de derrotar o atual governo petista chama-se Geraldo Alkmin."
A partir desta terceira atitude eu passo a discordar. O segundo turno é para os ajustes finos. Além disso, as feridas deixadas por Fernando Henrique ainda estão abertas. É o outro lado da moeda que tem que ser analisado. E mais: eu votarei no Cristovam Buarque e nos demais candidatos do PDT. A partir do momento em que o eleitor escolher um partido e depois escolher os candidatos, as coisas andarão melhor. Nada de salada de fruta.
Uma amiga minha ponderou: "Eu acho que não vou votar no Lupi (candidato a governador do Rio)".
A liderança do Carlos Lupi no PDT sucedeu à exercida por Brizola. Não é justo cobrar de Lupi um desempenho igual. Mas eu falei: - Você não precisa votar no Lupi, há tantos candidatos, veja: Sérgio Cabral candidato dos Garotinhos, Crivella candidato da Igreja Universal e do Lula, Denise Frossard candidata do Cesar Maia e super aposentada (14 anos de serviço com Adicional por Tempo de Serviço de 45%), Vladimir Palmeira novamente enganado pelo PT desta vez com o bispo Crivella.
Ela riu. E tinha que rir muito. Não há como não votar no Lupi. Quanto a deputados, não gostaria de reelegé-los. Não fiquei nada satisfeito com os deputados em quem votei na última eleição. Acho reeleição uma coisa terrível. O candidato promete fazer tudo o que não fez quando estava no poder, não é, presidente Lula? Pelo menos agora vou fazê-los trabalhar: votarei em outros!
domingo, julho 23
O Cacareco outra vez
centenas de animais desta espécie no mundo
Sebastião Nery escreveu dia 21 de julho na Tribuna da Imprensa sobre alguns componentes da turma do Lula:
"Dos 57 sanguessugas denunciados na CPI, 36, dois terços, são da "turma de Lula": PP, PTB, PL e PMDB do Mensalão. Os 5 do PMDB e o único senador, Suassuna, líder do PMDB, são todos do PMDB de Lula, liderado pelo senador Sarney, acolitado por Romero Jucá e Jader Barbalho."
Meu comentário é o seguinte: para Lula, até prova em contrário, são todos inocentes. Todo brasileiro sabe que, até prova em contrário, são todos culpados.
E sobre Heloisa Helena:
"Heloisa Helena, cara e bravura de Anita Garibaldi do Nordeste, "mulher com dois HH", como a chama o senador Mão Santa, é a grande novidade desta eleição. Nenhuma outra campanha cresce mais nas ruas.
Agora, que ultrapassou a barreira do som, dos 10% no País todo (13% no Sul, 11% no Sudeste e Centro-Oeste, 13% no Rio e 7% no Nordeste), está na hora da arrancada. É preciso a Heloisa e o PSOL insistirem, massificarem a "Campanha dos 3 votos": cada um de nós, que já vai votar nela, precisa, deve arranjar mais 3 votos. Três apenas. Uma bobagem. E ela chegaria aos 30%.
Um pedido de eleitores: - Senadora, fale mais devagar, sobretudo na televisão. O povo precisa entender bem sua mensagem, com clareza. A consciência de que o tempo de TV é sempre curto e é necessário aproveitá-lo bem deve levar a frases curtas e redondas, e não a uma rapidez aflita."
Achei interessante essa campanha dos 3 votos. Em 1958, o Cacareco, um rinoceronte do Zoológico de São Paulo, foi campeão absoluto de votos para a câmara municipal, lembram? Acho que ninguém fez campanha de 3 votos para ele. Não fazia sentido.
Leia aqui o que não se lê por aí
Cristovam caminha e panfleta no Brique da Redenção em Porto Alegre
Tenho uma boa notícia: este blog passou de cinco para quatorze leitores, se bem que alguns sejam leitores ocasionais pois vêm por meio de pesquisa no Google, Terra, Interney e até Technorati. A divulgação do cumprimento da agenda dos candidatos à Presidência é diretamente proporcional ao desempenho nas pesquisas, assim mesmo só três deles tem acesso ao clube. Como não votarei em nenhum desses três prefiro divulgar outro candidato. Segue a matéria de hoje do seu blog.
Chegada de Cristovam no aeroporto de Porto Alegre nesta quinta
Às 11h15, o candidato à presidência da República, Cristovam Buarque, chegou ao Brique da Rendenção em Porto Alegre (RS). O Brique é uma feira de artes plásticas e artesanato, com artesãos vindos de todo o estado. Por isso é considerado um mostruário da alma e da cultura gaúcha.
Ao chegar à feira, localizada no centro da cidade, Cristovam foi recepcionado pelos militantes pedetistas que estavam com bandeiras e banners, do próprio Cristovam, e de vários candidatos à deputado federal e estadual.
Apesar de estar um pouco frio, pois o tempo começou a mudar na capital gaúcha, Cristovam caminhou entre as barracas sempre acenando para os artesãos e para as famílias que visitavam o Brique. Além de artesanato, a feira é ponto de encontro de militantes de todos os partidos.
Cada partido, inclusive, possui uma barraca. Cristovam fez questão de ir até a barraca do PDT para olhar as propostas dos candidatos pedetistas.
Em frente à barraca do PDT, o candidato deu uma entrevista em que disse não mudar sua estratégia de campanha. "Minhas propostas não estão presas ao imediato. Elas têm uma perspectiva de médio e longo prazo de como transformar o Brasil", afirmou. "A revolução na
educação, que leva 10 anos, apesar de ser uma proposta de longo prazo, dá resultados imediatos como a queda da violência, pois os jovens estarão na escolas, e criação de empregos, já que serão necessários 400 mil novos professores.
Cristovam saiu do Brique da Redenção e foi almoçar no restaurante Galpão Criolo no Parque da Harmonia. Em seguida, retornou para Brasília no vôo das 16h15.
Tenho uma boa notícia: este blog passou de cinco para quatorze leitores, se bem que alguns sejam leitores ocasionais pois vêm por meio de pesquisa no Google, Terra, Interney e até Technorati. A divulgação do cumprimento da agenda dos candidatos à Presidência é diretamente proporcional ao desempenho nas pesquisas, assim mesmo só três deles tem acesso ao clube. Como não votarei em nenhum desses três prefiro divulgar outro candidato. Segue a matéria de hoje do seu blog.
Chegada de Cristovam no aeroporto de Porto Alegre nesta quinta Às 11h15, o candidato à presidência da República, Cristovam Buarque, chegou ao Brique da Rendenção em Porto Alegre (RS). O Brique é uma feira de artes plásticas e artesanato, com artesãos vindos de todo o estado. Por isso é considerado um mostruário da alma e da cultura gaúcha.
Ao chegar à feira, localizada no centro da cidade, Cristovam foi recepcionado pelos militantes pedetistas que estavam com bandeiras e banners, do próprio Cristovam, e de vários candidatos à deputado federal e estadual.
Apesar de estar um pouco frio, pois o tempo começou a mudar na capital gaúcha, Cristovam caminhou entre as barracas sempre acenando para os artesãos e para as famílias que visitavam o Brique. Além de artesanato, a feira é ponto de encontro de militantes de todos os partidos.
Cada partido, inclusive, possui uma barraca. Cristovam fez questão de ir até a barraca do PDT para olhar as propostas dos candidatos pedetistas.
Em frente à barraca do PDT, o candidato deu uma entrevista em que disse não mudar sua estratégia de campanha. "Minhas propostas não estão presas ao imediato. Elas têm uma perspectiva de médio e longo prazo de como transformar o Brasil", afirmou. "A revolução na
educação, que leva 10 anos, apesar de ser uma proposta de longo prazo, dá resultados imediatos como a queda da violência, pois os jovens estarão na escolas, e criação de empregos, já que serão necessários 400 mil novos professores.
Cristovam saiu do Brique da Redenção e foi almoçar no restaurante Galpão Criolo no Parque da Harmonia. Em seguida, retornou para Brasília no vôo das 16h15.
Os bocas sujas somos nós
Para Lula, oposição deve "lavar a boca" antes de atacá-lo
Em seu primeiro comício de campanha à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ontem à noite, em Recife (PE), um discurso cheio de rancor contra os ataques da oposição e disse que seus adversários deveriam "lavar a boca" antes de citar o seu nome.
"Eu já estou há 42 meses na Presidência da República e vocês não me viram em nenhum momento falar mal de um governador, de um deputado, de um senador, de um prefeito. Embora já tenha sido atacado da forma mais deplorável possível, eu não ataquei. Não ataquei porque eu não respondo ao jogo rasteiro", disse o presidente. "Até porque alguns que citam o meu nome deveriam lavar a boca. Alguns que me acusavam deveriam contar até dez, e eles sabem porque conhecem a minha vida, a da minha família, e o que eu faço no dia a dia deste país", completou.
Ao lado de Lula no palanque, estava o ex-ministro da Saúde Humberto Costa, candidato do PT ao governo de Pernambuco e acusado de participação em um esquema de fraudes na venda de ambulâncias.
"Os preconceituosos estão cada vez minoritários e não estão transmitindo nada, estão transmitindo ódio, acusando pessoas honestas, falando as maiores sandices contra as pessoas, sem a obrigação de provar absolutamente nada", discursou Lula, ao lado de Costa.
No palanque, o vermelho e a estrela do PT quase sumiram. O fundo e as laterais do palco eram de um azul bem forte, e o tradicional vermelho petista aparecia só no piso do palco. A estrela do PT ficou escondida nos cantos. O número 13 de Lula estava em verde e amarelo.
O culpado da situação pode até nem ser o Lula. Mas é que ao nos referirmos aos seus amigos, um deles preso algemado diante da família e diante do país, outro, um senador envolvido na CPI dos sanguessugas, outro, tesoureiro do valerioduto, outro, que assinava papagaio sem ver o que estava assinando, outro, que recebia Land Rover de presente, outro, que a coisa mais inocente que fez foi bisbilhotar a conta de um "simples caseiro" (como disse o Lula), outro, chega, já dá pra se ter uma idéia - mas é que ao nos referirmos a esses ideólogos do PT, gente imbuída da melhor das intenções (o inferno está cheio) não há como não ficar com a boca suja. Não adianta lavar. Entendeu, sr. presidente?
Em seu primeiro comício de campanha à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ontem à noite, em Recife (PE), um discurso cheio de rancor contra os ataques da oposição e disse que seus adversários deveriam "lavar a boca" antes de citar o seu nome.
"Eu já estou há 42 meses na Presidência da República e vocês não me viram em nenhum momento falar mal de um governador, de um deputado, de um senador, de um prefeito. Embora já tenha sido atacado da forma mais deplorável possível, eu não ataquei. Não ataquei porque eu não respondo ao jogo rasteiro", disse o presidente. "Até porque alguns que citam o meu nome deveriam lavar a boca. Alguns que me acusavam deveriam contar até dez, e eles sabem porque conhecem a minha vida, a da minha família, e o que eu faço no dia a dia deste país", completou.
Ao lado de Lula no palanque, estava o ex-ministro da Saúde Humberto Costa, candidato do PT ao governo de Pernambuco e acusado de participação em um esquema de fraudes na venda de ambulâncias.
"Os preconceituosos estão cada vez minoritários e não estão transmitindo nada, estão transmitindo ódio, acusando pessoas honestas, falando as maiores sandices contra as pessoas, sem a obrigação de provar absolutamente nada", discursou Lula, ao lado de Costa.
No palanque, o vermelho e a estrela do PT quase sumiram. O fundo e as laterais do palco eram de um azul bem forte, e o tradicional vermelho petista aparecia só no piso do palco. A estrela do PT ficou escondida nos cantos. O número 13 de Lula estava em verde e amarelo.
O culpado da situação pode até nem ser o Lula. Mas é que ao nos referirmos aos seus amigos, um deles preso algemado diante da família e diante do país, outro, um senador envolvido na CPI dos sanguessugas, outro, tesoureiro do valerioduto, outro, que assinava papagaio sem ver o que estava assinando, outro, que recebia Land Rover de presente, outro, que a coisa mais inocente que fez foi bisbilhotar a conta de um "simples caseiro" (como disse o Lula), outro, chega, já dá pra se ter uma idéia - mas é que ao nos referirmos a esses ideólogos do PT, gente imbuída da melhor das intenções (o inferno está cheio) não há como não ficar com a boca suja. Não adianta lavar. Entendeu, sr. presidente?
sábado, julho 22
As ligações perigosas
Por incrível que pareça, ligações perigosas neste caso não é título de filme, não é ficção.
Depois de um mês de investigações e leitura detalhada de documentos da Polícia Federal e do Ministério Público, o presidente da CPI dos Sanguessugas, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), está estarrecido com o número de parlamentares envolvidos com a máfia das ambulâncias. Dizendo-se indignado e impactado com as revelações do esquema dos sanguessugas, o petista concorda com a afirmação feita, em 1993, pelo hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a existência de 300 picaretas no Congresso. Para Biscaia, a situação do Congresso é tão grave que nem o papa Bento XVI conseguiria fazer um governo de "absoluta lisura e princípio".
Quer dizer, Lula sabia ou não sabia desses picaretas? Acho que sabia mas ignorou, já que cooptou todos eles seguindo apenas um critério: obter vantagem na reeleição. Está no Houaiss: cooptar - admitir (alguém) em uma corporação, instituição etc., dispensando-o das formalidades e condições usuais de admissão. Brizola até admitiu alguns políticos esdrúxulos nos quadros do PDT, mas ele era enfático: primeiro tem que passar pelo purgatório. E muitos foram depois para o inferno. Como é que o Lula recebe essa gente toda no paraíso, dando-lhes, agora, por exemplo, ministérios porteira fechada? Só podia dar no que deu. Não deve ser difícil fazer um governo de absoluta lisura e princípio. Basta cercar-se de quem nunca foi preso algemado pela polícia federal (Jader Barbalho), de quem nunca tomou empréstimos em banco dando garantias inexistentes (Romero Jucá), de quem nunca foi sanguessuga (Ney "Sanguessuga" Suassuna).
E os outros? Acho que é perder tempo citá-los. Todos conhecem as ligações perigosas do Lula. Alguns apenas fingem que não conhecem.
Depois de um mês de investigações e leitura detalhada de documentos da Polícia Federal e do Ministério Público, o presidente da CPI dos Sanguessugas, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), está estarrecido com o número de parlamentares envolvidos com a máfia das ambulâncias. Dizendo-se indignado e impactado com as revelações do esquema dos sanguessugas, o petista concorda com a afirmação feita, em 1993, pelo hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a existência de 300 picaretas no Congresso. Para Biscaia, a situação do Congresso é tão grave que nem o papa Bento XVI conseguiria fazer um governo de "absoluta lisura e princípio".
Quer dizer, Lula sabia ou não sabia desses picaretas? Acho que sabia mas ignorou, já que cooptou todos eles seguindo apenas um critério: obter vantagem na reeleição. Está no Houaiss: cooptar - admitir (alguém) em uma corporação, instituição etc., dispensando-o das formalidades e condições usuais de admissão. Brizola até admitiu alguns políticos esdrúxulos nos quadros do PDT, mas ele era enfático: primeiro tem que passar pelo purgatório. E muitos foram depois para o inferno. Como é que o Lula recebe essa gente toda no paraíso, dando-lhes, agora, por exemplo, ministérios porteira fechada? Só podia dar no que deu. Não deve ser difícil fazer um governo de absoluta lisura e princípio. Basta cercar-se de quem nunca foi preso algemado pela polícia federal (Jader Barbalho), de quem nunca tomou empréstimos em banco dando garantias inexistentes (Romero Jucá), de quem nunca foi sanguessuga (Ney "Sanguessuga" Suassuna).
E os outros? Acho que é perder tempo citá-los. Todos conhecem as ligações perigosas do Lula. Alguns apenas fingem que não conhecem.
Romanée-Conti
STF bloqueia patrimônio de Duda Mendonça
"Quem o Lula pensa que é, tomando Romanée-Conti? Gente! O que é isso? Onde é que estamos? Romanée- iiiiiiiiiiiiiii Conti não é pro teu bico não, ó retirante. Vê se te enxerga, ó pau-de-arara. O teu negócio é cachaça. O teu negócio é prato-feito, cerveja e olhe lá. A audácia do Lula! Hoje tomam Romanée-Conti, amanhã vão querer o quê? No mínimo se achar iguais a nós. Pedir os mesmos direitos. Viver como a gente, que tem berço, que tem classe, que tem bom gosto e portanto merece o melhor. E nós sabemos como isso acaba. Logo, logo vão estar querendo subir pelo elevador social. " Luís Fernando Verissimo
Responsável pelas campanhas vitoriosas de 28 candidatos, incluindo o presidente Lula, Fernando Collor e Paulo Maluf, o publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes, estão impedidos de vender seu patrimônio ou de movimentar suas contas bancárias. A decisão de bloquear os bens foi tomada no mês passado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, relator da denúncia feita pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, contra os 40 envolvidos no esquema do mensalão. No processo, que corre em segredo de Justiça, o ministro acolheu o pedido em relação ao publicitário e a outros denunciados.
A justificativa é de que todos eles têm contas a acertar com a Receita Federal - o passivo de Duda com o Estado pode chegar a R$ 30 milhões.
Em respeito ao sigilo, o procurador-geral deve ter feito o pedido à parte, já que não consta no texto da denúncia que ele divulgou dia 11 de abril. Também em decorrência do trâmite do inquérito, assessores do STF confirmam o nome de Duda, mas se calam diante dos demais nomes.
Bem cantava Chico Buarque: Pai, afasta de mim esse cálice!
"Quem o Lula pensa que é, tomando Romanée-Conti? Gente! O que é isso? Onde é que estamos? Romanée- iiiiiiiiiiiiiii Conti não é pro teu bico não, ó retirante. Vê se te enxerga, ó pau-de-arara. O teu negócio é cachaça. O teu negócio é prato-feito, cerveja e olhe lá. A audácia do Lula! Hoje tomam Romanée-Conti, amanhã vão querer o quê? No mínimo se achar iguais a nós. Pedir os mesmos direitos. Viver como a gente, que tem berço, que tem classe, que tem bom gosto e portanto merece o melhor. E nós sabemos como isso acaba. Logo, logo vão estar querendo subir pelo elevador social. " Luís Fernando VerissimoResponsável pelas campanhas vitoriosas de 28 candidatos, incluindo o presidente Lula, Fernando Collor e Paulo Maluf, o publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes, estão impedidos de vender seu patrimônio ou de movimentar suas contas bancárias. A decisão de bloquear os bens foi tomada no mês passado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, relator da denúncia feita pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, contra os 40 envolvidos no esquema do mensalão. No processo, que corre em segredo de Justiça, o ministro acolheu o pedido em relação ao publicitário e a outros denunciados.
A justificativa é de que todos eles têm contas a acertar com a Receita Federal - o passivo de Duda com o Estado pode chegar a R$ 30 milhões.
Em respeito ao sigilo, o procurador-geral deve ter feito o pedido à parte, já que não consta no texto da denúncia que ele divulgou dia 11 de abril. Também em decorrência do trâmite do inquérito, assessores do STF confirmam o nome de Duda, mas se calam diante dos demais nomes.
Bem cantava Chico Buarque: Pai, afasta de mim esse cálice!
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