segunda-feira, julho 17

Lula: nada o aborrece

Lula faz turismo antes de reunião com líderes do G-8
Lula, o pequeno, diante de Pedro, o Grande

Leia a íntegra na Tribuna da Imprensa
Enquanto os líderes do G-8 se embrenhavam em pesadas discussões sobre o agravamento da crise no Oriente Médio e seus efeitos no setor energético, no isolado Palácio Constantino, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vestiu sua jaqueta branca, com o brasão da República no peito, e foi desbravar três pontos turísticos de São Petersburgo.
Lula aproveitou sua primeira visita à cidade fundada há 303 anos por Pedro, o Grande (1672-1725), e que tornou-se capital da Rússia até a Revolução de 1917. Em um périplo de duas horas, o presidente fez uma curtíssima visita guiada às alas italiana, holandesa e russa do Museu Hermitage. Mas, em vez de usar a entrada oficial, ingressou por uma porta nos fundos do complexo, à beira do Rio Neva.
Na seqüência, ele passeou em torno do monumento a Pedro I, o Grande, o czar responsável pela abertura da Rússia e que, entre outros, obrigou seus súditos a cortarem suas barbas. Por fim, ouviu detalhadas informações de uma guia, em português, na Catedral de Santo Isaac, principal tempo da Igreja Ortodoxa Russa na cidade.

sábado, julho 15

Brasil vive duas guerras civis


Cristovam em Santa Catarina

Na primeira visita a Santa Catarina como candidato à Presidência da República pelo PDT, Cristovam Buarque não poupou críticas à violência. "Vivemos duas grandes guerras civis: a de São Paulo e a da desigualdade social." A federalização da educação foi novamente apontada como solução para o que chamou de "gritos do Brasil".

Cristovam diz que é impossível não relacionar a violência em São Paulo com a crise de governo. "Se calar diante da situação é fazer um pacto com os bandidos", criticou. Entretanto, não quis comentar as recentes afirmações de relação política do PT com o Primeiro Comando da Capital (PCC). "Não tenho nenhuma informação que me permita fazer avaliações. O Brasil precisa se convencer de que esbarrou em muitas barreiras", disse. "São muitos os gritos do país: são gritos nas ruas de São Paulo, são gritos dos 30 milhões que não vão concluir o ensino médio, dos 15 milhões de analfabetos, dos sem terra, dos desempregados, dos produtores agrícolas e muitos outros."

Cristovam desembarcou em Navegantes às 9 horas, seguindo para o Clube Atiradores, em Itajaí. Cerca de 300 pessoas participaram do comício, até as 12h30, e depois partiram em carreata pela cidade. Acompanhado do candidato ao governo de Santa Catarina, Manoel Dias, percorreu as principais avenidas lançando oficialmente as primeiras candidaturas do PDT para deputado no Estado: Clayton Batschauer (federal) e Maurílio Moraes (estadual).

Democracia das pesquisas

Cristovam minimiza pesquisas eleitorais
Tribuna da Imprensa

O candidato do PDT à Presidência da República, Cristovam Buarque, minimizou ontem, em campanha pela cidade de São Paulo, a importância das pesquisas de intenção de voto em sua campanha. Elas o apontam como 4º colocado na disputa, com 1% dos votos. Cristovam disse que tem a pretensão de crescer nas pesquisas, mas para isso não mudará seu discurso.
Apresentando-se como uma das alternativas à mesmice que representa Lula e Alckmin, ao lado de Heloísa Helena do PSOL, Cristovam disse que diferentemente dos dois, ele tem um projeto a longo prazo para o País. "Lula e Alckmin falam o que o povo quer ouvir e prometem mudanças grandes em pouco tempo. Isso não é possível. Quero começar a mudança que será substancial daqui 20, 30 anos."
Cristovam afirmou ainda que a disputa entre PT e PSDB não é ideológica e sim de poder. "Os dois partidos disputam o mesmo espaço em São Paulo e transferiram o embate para o campo federal. Se, por exemplo, o PT fosse mais forte em Minas Gerais, os dois partidos já estariam juntos", afirmou Cristovam.
O pouco tempo de TV (dois minutos e 23 segundos) reservado pelo TSE ao candidato do PDT, também não o preocupa. "Nesse tempo eu posso, com a ajuda de uma equipe de publicitários transmitir minhas propostas sem mentir e sem o marketing que transformaram os dois principais candidatos (Lula e Alckmin) em robôs." O candidato continuou o mesmo discurso. "Se eu tivesse os 10 minutos de Alckmin, não precisaria de uma equipe de apoio. No máximo um quadro negro para eu mostrar aos eleitores que dá para mudar", afirmou Cristovam, que já foi reitor da Universidade de Brasília (UNB).

Ensino
Cristovam Buarque disse, ao visitar a Central de Solidariedade ao Trabalhador da Força Sindical, que o problema do desemprego só será solucionado quando a política econômica do governo estiver voltada para a capacitação do cidadão, que viria com mais investimentos na educação. "Investindo na formação do trabalhador, garante uma melhor condição para esse cidadão ingressar no mercado de trabalho", disse Cristovam.
Ao responder a pergunta de dois jovens desempregados, sobre a democratização no ingresso na universidade, o candidato do PDT enfatizou que antes de democratizar o ingresso, o governo federal deve assumir a responsabilidade pela educação básica, padronizando o ensino médio em todo o País. "Hoje, apenas 1/3 dos brasileiros termina o ensino médio. Esse número por si só indica que não há democracia na educação. Se as 160 mil escolas no Brasil seguirem um padrão, de salários, de formação e de conteúdo, poderemos democratizar o ensino. Para Cristovam investir na educação é um dos melhores caminhos para se criar empregos.
"Se construirmos mais 30 mil escolas, teremos empregos para aqueles que a constroem. Para comprar computadores para as escolas, teremos mais empregos nas indústrias de tecnologia. Os uniformes para as crianças vão aumentar também o emprego na indústria têxtil", disse Cristovam enfatizando que a educação será o mote de sua campanha.

Não é questão de minimizar. Cristovam Buarque precisa saber que só quem tem presença nas pesquisas terá presença no noticiário. Os jornais obedecem à pesquisa. Cristovam precisa gritar mais. O Globo on line de ontem apresentou a solução dos candidatos para a onda de violência atual ( só dos três à frente nas pesquisas)...
Quando se fala tanto em democracia, eis aí a dita cuja das pesquisas.

sexta-feira, julho 14

O principal suspeito

Quem é o responsável pela "Lista de Furnas"? Elementar, meu caro Watson; o principal suspeito é sempre o mordomo. A lista traz nomes só de oposicionistas comprometidos com um esquema de caixa 2 na empresa. Então podem mandar prender o mordomo.
Recentemente recebi uma corrente com o título: Manifesto contra Projeto de Lei que Legaliza a Corrupção em nosso País. "O deputado chamado Jutahy Magalhães, do PFL (SÓ PODIA SER...) da Bahia, é o autor de um projeto de lei que legaliza a corrupção em nosso país (que parece não ser muita!). O dito projeto, conforme matéria da Rede Globo (FONTE NÃO QUESTIONÁVEL), proíbe o Ministério Público de investigar atos de corrupção de Presidente da República, Governadores de Estado, Senadores, Deputados Federais, Deputados Estaduais e Prefeitos. "
E conclui assim: "Fiquem atentos, e vamos salvar o Brasil de mais esta maracutaia horrorosa. Divulguem este manifesto para todo o seu catálogo de endereços.
Obrigado, Franklin Martins (Rádio CBN)"

Podem mandar prender o mordomo. Leiam mais sobre esta corrente em e-farsas.com.

Mas o mordomo trabalha incansàvelmente. A corrente que segue, eu a recebi seis vezes, de diferentes fontes.
"Enquanto a gente se distrai com estas CPIs o Congresso continua votando outros assuntos de nosso interesse e a gente nem percebe...vejam essa: Fim do 13º já foi aprovado na Câmara(PFL,PMDB, PPB, PPS, PSDB).
Para conhecimento, o fim do 13º salário já foi aprovado na Câmara para alteração do art. 618 da CLT. Já foi aprovado na Câmara e encaminhado para o Senado. Provavelmente será votado após as eleições, é claro... A maioria dos deputados federais que estão neste momento tentando aprovar no Senado o Fim do 13º salário, inclusive da Licença Maternidade e Férias (pagas em 10 vezes) são do PFL e PSDB. As próprias mordomias e as vergonhosas ajudas de custo de todo tipo que recebem, eles não cortam. Conheça a cara dos safados que votaram a favor deste Projeto em todo Brasil. Por favor, repassem para o maior número de pessoas possíveis, afinal eles são candidatos fortes nas próximas eleições:
1- INOCÊNCIO OLIVEIRA-PFL 2- JOEL DE HOLLANDA - PFL3 - JOSÉ MENDONÇA BEZERRA-PFL 4- OSVALDO COELHO - PFL5- ARMANDO MONTEIRO-PMDB6- SALATIEL CARVALHO-PMDB 7- PEDRO CORRÊA - PPB 8- RICARDO FIÚZA-PPB9- SEVERINO CAVALCANTE - PPB10- CLEMENTINO COELHO - PPS11- CARLOS BATATA-PSDB12- JOÃO COLAÇO - PSDB 13- JOSÉ MÙCIO MONTEIRO-PSDB
DIVULGUEM!!!"
E não tem nem um mordomozinho do PT nessa relação???

quinta-feira, julho 13

Lobo não come lobo

Diz a lenda que quando Tróia caiu, Enéias, príncipe troiano filho de Vênus, conseguiu salvar-se. Após uma longa peregrinação, chegou ao Lácio e se casou com uma filha de um rei latino. O filho de Enéias fundou a cidade de Alba Longa. O Tempo passou e os descendentes de Enéias reinavam em Alba. Um deles, Numitor, foi deposto e aprisionado por Amúlio, seu irmão. Amúlio matou um sobrinho e colocou sua sobrinha, Réia Silvia, num colégio de Vestais. O deus Marte lá teve gêmeos: Rômulo e Remo.
Os meninos foram abandonados pelo tio-avô num barquinho, que, levado pela correnteza do Tibre, parou perto do Monte Palatino. Os dois irmãos foram salvos por uma loba enviada por Marte, que os amamentou e os protegeu.
Para abreviar a história: Numitor, avô de Rômulo e Remo, deu-lhes ordem para fundar uma cidade às margens do Tibre, que foi Roma (ano de 753 a.C.). Para saberem o local onde seria mais propícia a sua edificação, interrogaram os presságios. Remo dirigiu-se ao Aventino e viu seis abutres sobrevoarem o monte. Indo até o Palatino, Rómulo viu doze aves. Favorecido pelos augúrios, fez um sulco em volta da colina, demarcando o pomerium, recinto sagrado da nova cidade. Enciumado por não ter sido escolhido pelos presságios, Remo escarneceu do irmão, afirmando que o local era mal protegido; num salto, atravessou o sulco e foi morto por Rómulo, que o enterrou sob o Aventino.

Resumo: lobo acabou comendo lobo; isso na antiga Roma, porque entre certos políticos...

Deputada será investigada por falsidade ideológica
O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, pediu para o Supremo Tribunal Federal (STF) instaurar inquérito para investigar a deputada federal Neyde Aparecida (PT-GO). Ela é suspeita de praticar crime de falsidade ideológica ao atestar que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares comparecia ao trabalho no Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Goiás (Sintego), o que não ocorria.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Goiás, Delúbio recebeu indevidamente do Estado, de 1994 a 1998 e de 2001 a janeiro de 2005, salário de aproximadamente R$ 1 mil. O prejuízo aos cofres públicos, segundo os cálculos atualizados do órgão, chegam a R$ 165 mil. Neyde Aparecida era presidente do sindicato quando Delúbio Soares recebeu remuneração de professor.

Quem anda de capote no verão, ou é pobre ou ladrão.

Cesteiro que faz um cesto, faz um cento, e, tendo cipó e tempo, faz duzentos.
Por que será que Lembo, governador de São Paulo, não aceita a ajuda oferecida pelo governo federal? Lula já insinuou que é por questões eleitoreiras; já o governador deve achar que a oferta, sim, é eleitoreira.
E agora essa? Matéria da revista Veja no fim de junho."Há três semanas, a polícia prendeu Luiz Carlos Efigênio Pacheco, presidente da Cooper Pam, uma das principais cooperativas de perueiros da capital paulista, suspeita de ligação com a organização criminosa. Conhecido como "Pandora", o perueiro é acusado de ter financiado, com dinheiro de lotações, uma tentativa frustrada de resgate de preso de uma cadeia de Santo André (região do ABC paulista), em março passado. Detido, ele negou pertencer ao crime organizado, mas admitiu a infiltração do PCC no setor perueiro e disse que foi por ordem de Jilmar Tatto, ex-secretário de Transportes da prefeita Marta Suplicy, que sua cooperativa incorporou integrantes da organização criminosa. As duas afirmações, graves, constam do depoimento que Pandora deu formalmente à polícia. Uma terceira informação, porém, ainda mais grave, ficou de fora do inquérito. Ela foi dada por Pandora ao delegado Marcelo Fortunato, que o prendeu.
Segundo disse o presidente da Cooper Pam, o ex-secretário de Marta recebeu 500.000 reais para favorecer um grupo de perueiros ligados ao PCC no processo de licitação para a exploração da região sul da capital. Tatto, candidato a deputado federal pelo PT, teve a prisão preventiva pedida pelo delegado, mas a Justiça ainda não apreciou o pedido. Pandora foi solto na quinta-feira (15), depois de passar dez dias preso."


O título da Veja, “PT, PCC e peruas: tudo a ver? já insinua muito. Cautela e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém. Leia mais no blog do Reinaldo Azevedo.

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come!

Cristovam: País vive guerra civil

O candidato do PDT à Presidência, Cristovam Buarque, criticou o presidente Lula, a quem responsabiliza pela crise de segurança em São Paulo. Para o senador, o presidente deveria declarar que há uma guerra civil no País.
"Volto a insistir que não é apenas violência, mas uma guerra civil. Isso significa que o problema tem que ser enfrentado pela República, pela nação, pelo presidente da República. Não adianta enfrentar guerra civil apenas com as polícias estaduais, até porque são muito desiguais. O presidente precisa convocar o conselho da República, declarar que o Brasil vive uma guerra civil e que, para enfrentar, são necessárias medidas em nível nacional", disse Buarque.
O pedetista, no entanto, afirmou que não é necessário o emprego do Exército em São Paulo, mas a criação de uma espécie de agência federal de segurança para coordenar as polícias estaduais e até mesmo ajudar "estados que não querem ser ajudados".
O senador disse que a eleição pode estar atrapalhando o entendimento entre o governo federal e São Paulo. "O que está em jogo não é o governador, ele está bem protegido, mas é o povo. Não pode um presidente da República deixar o povo abandonado".

quarta-feira, julho 12

Dize-me com quem andas e te direi quem és!

"Não ajunteis para vós tesouros na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração. A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo teu corpo terá luz; se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes são tais trevas! Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas."
John Piper

O nobre senador Sir Ney há muito fez sua opção... pelas riquezas. Um dia depois de seu partido ganhar o comando dos Correios, o senador José Sarney (PMDB-AP) defendeu ontem a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso no plenário do Senado, e ressaltou que manteve o apoio ao governo do petista mesmo durante a crise do mensalão."O meu candidato é o presidente Lula, que trouxe ao poder uma esquerda responsável e equilibrada", afirmou Sarney. "Defendo a reeleição do presidente Lula. Acho necessária não só para a continuidade das coisas que ele fez. Em um segundo mandato seria muito bom que esse presidente operário avançasse", disse o peemedebista na tribuna.
A ala governista do PMDB, capitaneada por Sarney e pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), recebeu anteontem a presidência dos Correios e três diretorias. Eles negociam ainda o cargo de ministro da Saúde.
Sarney disse ainda que o governo do presidente Lula foi uma surpresa. "O caos não veio. O desastre não chegou." Ele certamente estava esperando um tsunami, ou ser explodido pelos terroristas do Iraque, ou ser bombardeado pelo terrorista Bush.
Ao ser questionado após o discurso sobre as indicações emplacadas nos Correios, o senador afirmou que não sabia do fato. "Cargos? Que cargos? Não estou sabendo de nada. Já foi indicado alguém para os Correios?", perguntou o peemedebista, no final da manhã.
Essa ignorância fisiológica, tão disseminada pelo presidente Lula, é endêmica, por que não dizer, epidêmica, pior que a gripe aviária e atinge quase todos os petistas e seus acólitos.
O discurso de Sarney foi criticado pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS), que foi pré-candidato do partido à Presidência da República. "É triste esse papel do Sarney. Infelizmente ele serve a qualquer governo e tem os cargos que quer", afirmou o senador gaúcho.
Sério, senador? Na época da ditadura ele já se comportava assim???

Para não nos tornarmos tão ácidos leia As ceroulas de Sarney na coluna do Sebastião Nery. Lá há um pouco do manto diáfano da fantasia.

terça-feira, julho 11

Campanhas sobre alistamento militar

RADIOBRÁS ELEIÇÕES 2006
TSE autoriza governo a veicular campanhas sobre alistamento militar

O ministro Marco Aurélio Mello, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), autorizou, hoje (7), a veiculação de campanhas de propaganda institucional do Ministério da Defesa, com o objetivo de convocar jovens de 18 anos e profissionais de saúde a se apresentarem para o serviço militar. O pedido havia sido feito pela Subsecretaria de Comunicação Institucional da Presidência da República, que já tivera negadas diversas solicitações para realizar campanhas relativas a temas como o combate às queimadas e o novo serviço de atendimento telefônico da Previdência Social.
O TSE também autorizou, hoje, nas mesmas condições, a divulgação dos concursos de admissão à Escola Preparatória de Cadetes do Exército e de admissão à Escola de Sargento das Armas.

Isso pode. E já que seria um absurdo colocar "Brasil, um país de tolos", é melhor não fazer referência nenhuma ao governo.

Os 4 cavaleiros do apocalipse

A idealização da cavalaria cristã, como muitas outras imagens baseadas nas revelações bíblicas, possui uma dualidade. Se por um lado - teoricamente - ela era portadora de boas novas, defensora dos oprimidos e da verdadeira fé, também era anunciadora do final dos tempos, aquela que trazia toda sorte de desgraças para os homens.

Trabalharemos com uma das imagens mais terríveis que a cristandade construiu a respeito da cavalaria: os quatro cavaleiros do Apocalipse.
O anjo divino comanda cavalos sagrados, que correm para levar a Deus notícias deste mundo. O autor do Apocalipse, provavelmente alguém do círculo de discípulos do apóstolo João, redigiu o cânone entre os anos 70-95 da era cristã, época de perturbações e violências do Império contra a Igreja.
Cena descrita por São João:
Vi quando o Cordeiro abriu o primeiro dos sete selos, e ouvi o primeiro dos quatro Seres vivos dizer como o estrondo dum trovão: “Vem!” Vi então aparecer um cavalo branco, cujo montador tinha um arco. Deram-lhe uma coroa e ele partiu, vencedor e para vencer ainda.

Quando abriu o segundo selo, ouvi o segundo Ser vivo dizer: “Vem!” Apareceu então um outro cavalo, vermelho, e ao seu montador foi concedido o poder de tirar a paz da terra, para que os homens se matassem entre si. Entregaram-lhe também uma grande espada.

Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro Ser vivo dizer; “Vem!” Eis que apareceu um cavalo negro, cujo montador tinha na mão uma balança. Ouvi então uma voz, vinda do meio dos quatro Seres vivos, que dizia: “Um litro de trigo por um denário e três litros de cevada por um denário! Quanto ao óleo e ao vinho, não causes prejuízo”.

Quando abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto Ser vivo que dizia: “Vem!” Vi aparecer um cavalo esverdeado. Seu montador chamava-se “a Morte” e o Hades o acompanhava. Foi-lhe dado poder sobre a quarta parte da terra, para que exterminasse pela espada, pela fome, pela peste e pelas feras da terra. (Ap, 6, 1, 8)


“Os iluministas imaginavam a perturbação e o medo de quem trabalhava ou dormia tranqüilamente e era surpreendido pela vinda repentina do inimigo. O terror espreitava o homem em qualquer situação.” (MATTOSO, op. cit.) Este era um estado de guerra ininterrupta. A cavalaria era a portadora da má-fé. Ela trazia a morte e as desgraças da guerra. Como nos “Versos da Morte”, do monge-poeta Hélinand de Froidmont: “Morte, faze selar teus cavalos..” (HÉLINAND DE FROIDMONT, 1996: 29).

Vamos mudar o enfoque. Tudo isso é muito complicado. Eu tenho uma visão mais simplista desses quatro cavaleiros, sem que seja por isso mais tranquilizadora. A ação deles é muito bem definida e caminha no sentido de dar sustentação ao grande apedeuta que nos assola. Muito preocupante, portanto. São eles, sem ordem classificatória de periculosidade, capciosidade, desonestidade ou qualquer outra propriedade de pessoas pseudo honestas:

José Sarney - Nascido José Ribamar Ferreira de Araújo Costa no Maranhão, filho de Sarney de Araújo Costa e de Kiola Ferreira de Araújo Costa. Em 1965 adotou legalmente o nome de José Sarney de Araújo Costa, do qual já se utilizava para fins eleitorais desde 1958, por ser conhecido como "Zé do Sarney", isto é, José filho de Sarney. O pai, por sua vez, recebeu esse nome por ter nascido na propriedade de um certo Sir Ney, de origem britânica, onde o avô de José Sarney trabalhava. Muito parecido com o processo de formação da palavra "forró", os bailes que os americanos patrocinavam no nordeste para os peões de obra, e que eles diziam que eram "for all".
Fez o tal Plano Cruzado, O Plano Cruzado teve efeito imediato na contenção da inflação e no aumento do poder aquisitivo da população, alçando o país a um clima de euforia. Milhares de consumidores passaram a fiscalizar os preços no comércio e a denunciar as remarcações, ficando conhecidos como "fiscais do Sarney". Quatro meses depois, o plano começou a dar errado: ocorreu uma grave crise de abastecimento, as mercadorias desapareceram das prateleiras dos supermercados, os fornecedores passaram a cobrar ágio e a inflação voltou a subir. O governo manteve o congelamento até as eleições, tentando extrair os maiores dividendos políticos do plano. A estratégia eleitoral deu certo: o PMDB, partido do presidente, venceu em todos os Estados do país. Como se vê, o Sir Ney é PHD em enganação. E está usando toda sua longa carreira de embusteiro para tirar dividendos de um governo fraco como o do PT. Outrora foi muito xingado pelo Lula. Hoje é amigo dele.

Renan Calheiros - Fez parte da base de apoio de Fernando Collor de Mello e atualmente apóia o presidente Luís Inácio Lula da Silva. Foi também ministro da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso. Um grande democrata e um grande patriota. Votar contra o governo? Nunca! Sempre está do lado da situação. Não pode largar tão suculento ôsso. E é amigo do Lula.

Ney Suassuna - O senador Ney Suassuna, do PMDB do Lula, elegeu-se pela Paraíba, mas mora na Barra da Tijuca, no Rio. Não é a primeira vez que se vê acusado de - digamos - atos pouco recomendáveis no exercício do mandato. Agora, está sendo relacionado pela PF como suspeito de integrar o esquema dos "sanguessugas", que ganhavam no superfaturamento de ambulâncias. A pedido de Suassuna, a recém criada CPI dos Sanguessugas será chamada de CPI das ambulâncias quando for noticiada pela TV Senado. O senador acha que a palavra sanguessuga se parece com a palavra Suassuna. E é amigo do Lula.

Jader Barbalho - Elegeu-se senador da República em 1994. Em 1998 licenciou-se para concorrer novamente ao governo do seu estado, mas foi derrotado por Almir Gabriel, do PSDB. Em 2001, diante de diversas acusações , chegou a ser preso e algemado pela polícia federal e logo depois licenciou-se da presidência do Senado e renunciou a seu cargo para não ser processado por quebra de decoro parlamentar. Hoje é deputado federal e responde a vários processos por corrupção relacionados principalmente a sua atuação na SUDAM e no BANPARÁ. E é amigo do Lula.

Pelo menos dois desses cavaleiros têm vários processos em andamento, mas o Lula não sabe de nada. Tenho um amigo, político, que me contou que certa vez um "nobre parlamentar" o havia convidado para jantar numa churrascaria. Ele recusou dizendo: - "Obrigado, mas é muito perigoso andar com você"!
O "nobre parlamentar" riu muito. Passados dois dias foi assassinado.
Há que escolher muito bem os amigos. Depois não adianta dizer que não sabia de nada!

segunda-feira, julho 10

Estou em campanha

Senador Cristovam Buarque

Eu já estou em campanha. Nada me dá o direito de estar enojado com a política e os políticos. Ao contrário de Cazuza, meu partido não é um coração partido nem minhas ilusões estão todas perdidas. Porém muitos dos meus sonhos foram vendidos e nem tão barato como diz a música
do cantor. Se bem que eu não me imagine como aquele garoto que ia mudar e salvar o mundo, eu tenho o direito de meter minha colher nessa coalhada azeda e tentar convencer as almas desiludidas e tentar expulsar do templo os vendilhões.
Um fulano enviou, separadamente, para mim, minha mulher e uma das minhas filhas, um seu santinho descrevendo suas maravilhosas obras. Esqueceu de explicar os motivos pelos quais ele teria de ser cassado mas seus amigos o salvaram. Amigo é uma coisa complicada em determinadas situações. Como já se sabe amigo não tem defeitos, o inimigo, se não tiver, a gente inventa. É por isso que eu qualifico de totalmente inconsequente um blog até muitíssimo bem elaborado que anda por aí intitulado Amigos do... Esse do... é um indivíduo altamente contraditório. Quando o Senhor disse a Pedro:"Antes de o galo cantar, negar-Me-ás três vezes" este, vindo para fora, chorou amargamente. O nosso amigo dos blogueiros simplesmente diria a Jesus: "Não vi nada, não sei de nada".
Como eu já comecei minha campanha, tenho ouvido coisas interessantes:- "Vou votar naquela maluca!"
Outra pessoa, uma mulher, me falou:- "Vou votar na mulher, você não faz idéia do que é a cabeça de mulher"!
Eu falei: -"A cabeça de certas mulheres serve também para executar a dança do mensalão".
E de outros eu ouvi: - "Acho que vou votar naquela dona que grita pra caramba"!
O Enéia está fora da disputa eleitoral. Será que a Heloisa Helena é o Cacareco da vez? Cacareco era um rinoceronte do zoo de São Paulo, que em 1958 foi campeão absoluto de votos para a Câmara Municipal.
Meu candidato, Cristovao Buarque, tem apenas 1% de intenção de voto nestas pesquisas circunstanciais. Se a eleição fosse hoje estaria tudo sacramentado. Mas o "si" não ganha jogo. Eu os remeto portanto ao link "'Se' meu pai fosse mulher, era minha mãe".

As consequências do imponderável

Há algum tempo apareceu na televisão um comercial que dizia: "Leve vantagem você também". Era sobre um determinado cigarro e quem lia o texto era o grande jogador da Copa de 70, Gerson. Sua responsabilidade no caso era só ler o texto e passar no caixa pra receber a grana. Ele não viu mal nenhum em fazer a propaganda de um vício já que, ao que me parece, era um fumante inveterado. Só que a coisa extrapolou e ele ficou como o defensor intelectual da mania nacional de levar vantagem em tudo. Isso o incomodou, lógico, e certa vez eu o vi numa dessas mesas redondas da TV, irritado, se justificando. A Lei do Gerson não pertencia ao Gerson.

Agora aparece na imprensa uma outra imprecação contra um jogador de futebol. Nada que se tenha falado, talvez nem feito. O caso é que quando Zidane cobrou uma falta sôbre a área do Brasil disseram que Roberto Carlos estava ajeitando o meião. E houve até um antigo craque que falou que não existiu isso. Aquela agachada era apenas um código para fazer a linha do impedimento. De qualquer modo essa do meião já pegou. Já li em diversos textos que quando alguém não está fazendo a coisa correta está ajeitando o meião, ou está assistindo à distância o gol do adversário. São as consequências do imponderável.

domingo, julho 9

Não me inveje, trabalhe! (no vidro do carro do Lula)

ELIO GASPARI
No ano que vem Nosso Guia vira milionário

Por que Paulo Okamotto quitou dívida de R$ 29.436 de Lula, se ele tinha R$ 150 mil no banco, rendendo juros?

A APOTEOSE PATRIMONIAL de Lula, cujo ervanário passou de R$ 423 mil em 2002 para R$ 839 mil (um crescimento de 98%), é um monumento ao privilégio, à gulodice e à soberba. Reeleito, Lula se transformará num declarado milionário lá pelo segundo semestre do ano que vem. Nosso Guia enriqueceu em 2003, quando decidiu acumular a pensão de R$ 3.862 do Bolsa-Ditadura que recebe desde 1996, com o salário de presidente da República (R$ 6.830 líquidos).
Lula tinha 51 anos quando aliviou seu orçamento com o Bolsa-Ditadura, por conta da perda de um mandato sindical e de 51 dias de cadeia, sofridos em maio de 1980. Para colocar a ditadura no seu devido lugar, vale lembrar que nessa época o AI-5 já fora ao lixo e o presidente João Figueiredo sancionara a Lei da Anistia. Leonel Brizola e Luiz Carlos Prestes (PCB) já haviam voltado ao Brasil. Lula fundara o PT em fevereiro. Nosso Guia achou que tinha direito a um conforto e a lei lhe deu razão.
No dia 1º de janeiro de 2003 o bolsista tornou-se presidente da República, com salário, casa, comida roupa lavada, carro na porta e avião na pista. Tinha um patrimônio formado por três apartamentos, um terreno, um carro e R$ 117 mil rendendo juros. Cabia-lhe decidir se acompanhava a tradição, tomando à bolsa da Viúva tudo a que tinha direito. (Os generais acumulavam proventos resultantes de pelo menos 30 anos de serviço. Num cálculo grosseiro, recebiam cerca de R$ 20 mil mensais. FFHH, somava uma Bolsa-USP, perfazendo uns R$ 12 mil.)
Neste mês, como parte dos festejos do veto que seus ministros ameaçam impor ao acesso das empregadas domésticas ao FGTS (benefício que sempre recebeu), Nosso Guia ganhou um aumento de 5% na pensão. Sua aposentadoria especial passou para R$ 4.508 mensais. Estimando-se que a vida lhe custe apenas R$ 3.000 por mês, e que poupe R$ 8.000, Lula conseguirá seu primeiro milhão de reais no segundo semestre do ano que vem. (Essa conta inclui o dízimo petista, despesas de condomínio, limpeza, luz e telefone em São Bernardo. Fica à vontade do freguês uma estimativa com as despesas de vestuário.)
O sindicalista que até 2002 aplicou seu dinheiro em tijolos, como fazem quase todos os trabalhadores brasileiros, mudou de turma. A parte de seu patrimônio diretamente relacionada com a produção e o emprego (três apartamentos e um carro) equivalia a 62% do ervanário. Suas aplicações na taxa de juros somavam R$ 117,5 mil (28%). Passados quatro anos, inverteu sua relação com a economia nacional. Assim como os barões do café do final do século 19 e os marqueses da estagnação do 21, aninhou-se em negócios baseados nos juros da dívida pública. É lá que estão R$ 474,6 mil, 56% do patrimônio-companheiro. Com uma diferença: agora quem faz a dívida é seu governo. A cada mês ganha mais como bolsista-rentista do que como presidente. Não se diga que Lula é incapaz de investir na produção de uma empresa, pois pingou R$ 1.800 em ações da Petrobrás.A apoteose patrimonial de Lula sugere uma pergunta: Por que aceitou que Paulo Okamotto, tesoureiro de suas campanhas em 1994 e 1998, pagasse com dinheiro próprio uma dívida de R$ 29.436 cobrada pelo PT, no cumprimento da Lei Eleitoral? O doador universal não estava tão abonado assim. Dividiu a fatura em quatro prestações, entre dezembro de 2003 e março de 2004. Nessa época Lula tinha uns R$ 150 mil na banca.
Recordar é viver. Em 1960 a Força Aérea criou a patente de marechal-do-ar. O brigadeiro Eduardo Gomes, duas vezes candidato à Presidência (1945 e 1949), opunha-se à medida. Achava-a errada, e não queria deixar de ser "o brigadeiro".Suportou o marechalato sem dizer uma palavra. Em 85 anos de vida, Eduardo Gomes falou menos que Lula numa semana. Depois de sua morte, em 1981, soube-se que a cada mês, ao receber o salário de marechal, calculava quanto ganharia se continuasse a ser brigadeiro. Fazia um cheque com a diferença e remetia-o a alguma instituição religiosa. No Rio, ajudava um orfanato.

Que 16,7%, que nada!

Copiado de um texto de Sebastião Nery
Lula mandou seu porta-mentiras, o ministro Tarso Genro, dizer que vai dar apenas 5% e vetar os 16,67% aprovados pelo Congresso para os aposentados que recebem acima do salário mínimo, porque "iria gerar um rombo dramático de R$7 bilhões nas contas da Previdência".
Os números a seguir apresentados fazem parte de um estudo do economista e professor Marcio Porchmann, da Universidade de Campinas (e do PT!):
1 - Criada em 91 (governo Collor), a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social, da Previdência Social), segundo a Receita Federal, arrecadou, no ano passado (2005), R$ 89,9 bilhões. E a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Liquido das empresas, também para fins sociais), arrecadou R$ 26,9 bilhões em 2005. Além de toda a contribuição normal direta dos trabalhadores, servidores e empresas para a Previdência, a Cofins e a CSLL acrescentaram mais R$ 116,8 bilhões.
2 - "Essas receitas (da Cofins e da CSLL), diz o professor Porchman, não são repassadas e não são computadas como receitas previdenciárias. Se fossem de fato destinadas aos cofres da Previdência (como dizem as leis que as criaram), teríamos não um déficit mas um superávit. Os R$ 116 bilhões, menos o déficit de R$ 38 bilhões, produzem um superávit de R$ 78,8 bilhões".
3 - Para onde vai esse dinheiro todo, que a lei criou como "receitas previdenciárias", para a Previdência Social? Vai para os banqueiros. Mas não só. Também quase todos os bilhões da receita da CPMF, criada pelo grande ministro Jatene para a Saúde, são desviados "para pagar os juros da dívida". O Brasil está pagando de juros, este ano, um mínimo de R$ 180 bilhões.

Enquanto vai vetar 16,67% para os aposentados, aprovados pelo Senado e a Câmara, "aumento" que não é aumento mas reposição de muitos anos sem aumento, desde Fernando Henrique, Lula confessa à Justiça Eleitoral que seu patrimônio declarado (declarado!) dobrou em 4 anos, de 2002 a 2006: passou de R$ 422,9 mil para R$ 839 mil, um aumento de 98,4%" (Folha). E mais. Confessou também que, desse quase R$ 1 milhão, que aumentou 100% em quatro anos, "57% estão aplicados em bancos (R$ 330 mil em fundos de investimento, R$ 86 mil em aplicação financeira no Banco do Brasil, R$ 55 mil em caderneta de poupança da Caixa Econômica" (olha o Palocci!).
É um milagroso. Um torneiro-mecânico, que passou 30 anos (de 1972 a 2002) sem trabalhar, apenas vivendo de mesadas e agrados de um "partido dos trabalhadores", e que, como dizia Brizola, "não tem indústria, nem agricultura nem comercio", virou milionário: três apartamentos, um outro em construção, um terreno, uma S10 Cabine Dupla de R$ 42 mil, meio milhão rendendo em bancos e, presidente, dobra tudo de 430 mil para 850 mil.
O "Globo", sutil e malicioso, tem uma explicação para o milagre:"Em três anos e meio na Presidência da República, o presidente Lula se revelou um aplicador no mercado financeiro, onde a remuneração é tanto maior quanto maiores forem os juros". (Juros fixados por ele, no governo dele).
Só nos falta concluir: é um indecente!

sábado, julho 8

O mundo gira e a Lusitana roda

Cristovam Buarque, candidato do PDT à Presidência da República, convidará hoje o ex-presidente Itamar Franco para se filiar ao Partido.
Itamar se desligou do PMDB já pela terceira vez na vida e espera-se, caso o convite seja aceito, que ele não tenha, em futuro próximo, uma recaída, voltando a esse polêmico Partido. A derrota de Itamar para Newton Cardoso na indicação ao Senado teve o dedo de Lula. O PT mineiro passou por cima de suas diferenças históricas com o ex-governador - a quem acusavam de corrupto - para garantir maior tempo de horário eleitoral gratuito e um palanque forte para a campanha à reeleição do presidente Lula no Estado. O próprio Lula se reunira com peemedebistas, em Belo Horizonte. Entre eles, Cardoso, que foi tratado como um novo "companheiro" pelo presidente. No seu discurso, o ex-governador fez questão de demonstrar intimidade com Lula.
Em 1993, no governo de Itamar o Congresso Nacional abriu nova CPI para investigar os chamados "anões do orçamento", que constatou a existência de deputados responsáveis pela elaboração do Orçamento da União utilizando-se de emendas para enriquecimento ilícito. No final todos escaparam fugindo pelo esgôto como ratos que eram. CPI já era sinônimo de pizza. Ainda em seu governo elaborou-se o mais bem-sucedido plano de controle inflacionário da Nova República. Nomeado ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso montou com uma equipe de economistas o Plano Real. O plano valorizou a moeda brasileira em relação ao dólar e assistimos ao aumento do poder de compra da população, principalmente de supérfluos. Com uma referência de valor, a economia também se desvencilhava do fantasma da inflação.
Com o sucesso do plano, em junho de 1994, o governo Itamar lançou o ministro Fernando Henrique Cardoso como candidato, e elegeu-o no primeiro turno, vencendo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O governo de Itamar Franco foi marcado também por dois episódios de impacto na opinião pública. O primeiro foi protagonizado pelo próprio presidente, flagrado por fotógrafos em um desfile de escola de samba no Carnaval carioca ao lado da modelo Lilian Ramos. Detalhe: Itamar estava abraçado à modelo, que estava sem calcinha.
O segundo episódio, ocorrido durante a campanha para a sucessão de Itamar, foi a gravação dos bastidores de uma entrevista do então ministro da Fazenda, Rubens Ricupero, que não tinha conhecimento de que as imagens estavam sendo captadas via satélite. Ricupero foi flagrado dizendo ao jornalista: "O que é bom, a gente fatura. O que é ruim, esconde".
Apesar de tudo Itamar ainda possui muito prestígio em Minas e isso será bom para o PDT. Se Brizola o tivesse escolhido para seu vice na disputa com Collor teria sido eleito Presidente. Errou em concorrer junto com Fernando Lyra.
Pois é, o mundo gira e a Lusitana roda, como dizia o cartaz de uma firma na Av. Brasil no Rio. Espera-se que a cabeça do Itamar pare quieta em cima do pescoço.

Os "inimigos" mandam flores

Aparte do senador Sérgio Guerra (PSDB – PE) à fala do senador Cristovam Buarque quando este discorria sôbre a decisão do PDT de indicá-lo candidato à Presidência da República:

– Queria afirmar, como outros o fizeram hoje, os nossos melhores votos para uma boa campanha para Presidente da República. A gente, em Pernambuco, conhece o Senador Cristovam há muitos anos, o seu equilíbrio, a sua coerência, a sua capacidade de ser afirmativo sem ser agressivo. É um político dos que honram a vida pública brasileira, e entra numa luta difícil, por um Partido pelo qual tenho imensa simpatia, Partido que tem origem no trabalhismo, que foi desenvolvido por Leonel Brizola e que abriga quadros de excelente qualidade. Entre esses quadros, está o Senador Cristovam Buarque. Essa campanha é desigual, pois reeleição e PT não combinam senão no sentido do desequilíbrio, da disputa que não respeita as regras, que não presta atenção ao conteúdo do que deveria ser a democracia no Brasil. O que está acontecendo hoje é uma deslavada propaganda oficial, que ocupa quase 80% do tempo de exposição dos candidatos com a figura do Presidente da República. Os outros candidatos – Geraldo Alckmin, Cristovam Buarque e Heloísa Helena – ocuparão menos de 20% desse tempo. O Presidente, na nossa região, não faz uma semana, inaugurou, pela segunda vez, uma ferrovia que, neste instante, liga coisa nenhuma a coisa nenhuma, para a qual estão contratados perto de 30 milhões de obras, num programa de R$5 bilhões. O Presidente fez grande propaganda de que reabriu a Sudene, e não reabriu Sudene nenhuma. O Presidente está duplicando a BR–101 e, em nosso Estado, que deve ter uns duzentos quilômetros de rodovia, não há, seguramente, dez quilômetros de obra real. O Presidente já fez a transposição das águas do rio São Francisco, e não existe uma obra no vale do São Francisco em andamento. Esta é a regra: as grandes obras não são verdadeiras, e as obras que existiam estão paradas. Todavia, a força dessa propaganda, a massificação dessa propaganda e a falta total e completa de responsabilidade, no sentido democrático, é algo que surpreende o Brasil e com o qual vai se confrontar agora o candidato Cristovam Buarque. Tenho certeza de que o seu valor, a sua inteligência, a sua capacidade de argumentação e de convencimento farão desta eleição a mais democrática. A resistência a esse domínio desproporcional, desigual, e que produz uma falsa popularidade será mais forte com sua palavra, pela sua história, pelo conhecimento que tem de fatos brasileiros, inclusive recentes, pela sua postura como Senador e pelas propostas que terá como candidato à Presidência da República. Sempre desejei que se estabelecessem regras que permitissem uma composição do PSDB com o PDT, mas compreendo perfeitamente as razões do PDT para ter o seu candidato. Nossos votos são para que sua campanha seja a melhor e para que, no final, vença quem tenha mais capacidade de chegar aos brasileiros com palavra firme, com o exemplo da sua vida, sem contestações históricas como as que promove, diariamente, o Presidente Lula. Um candidato de 30 anos se transforma no Presidente diferente do candidato. Ao tomar posse, renuncia às convicções que subscreveu a vida toda. No Governo, produz a partidarização no mau sentido, com a chamada coligação da crise de instituições que nunca antes foram penetradas por interesses grupais, na formação de um Governo que, em vez de fazer a reforma política, fez o “mensalão”. E não fez reforma alguma para o País da qual se possa tomar nota: nem reforma tributária, nem reforma da Previdência, nem reforma agrária, nem reforma nenhuma. Fez a política de sempre, com vícios ainda mais amplos e com ortodoxia nunca antes conhecida, em um consenso que mais ninguém hoje defende, nem o Fundo Monetário Internacional. Tenho a convicção – que não é de hoje, mas que vem de muitos anos – de que vamos ter um grande candidato à Presidência da República.

sexta-feira, julho 7

A dialética dos iguais

O dicionário Houaiss atribui à palavra dialética 1. um sentido genérico; 2. diversos sentidos de acôrdo com a linha filosófica a que se faz referência e 3. um sentido pejorativo.
É bem provável que tenha sido um movimento expontâneo essa polaridade em que se colocaram dois candidatos à Presidência da República, essa dialética de difícil interpretação. No sentido genérico dialética seria oposição, conflito originado pela contradição entre princípios teóricos ou fenômenos empíricos. Não é nessa definição que se situam Lula e Alckmin. Não há oposição ou conflito no que eles propugnam.
Na visão aristotélica temos o raciocínio lógico que, embora coerente em seu encadeamento interno, está fundamentado em idéias apenas prováveis, e por esta razão traz sempre em seu âmago a possibilidade de sofrer uma refutação. Acho que não são pertinentes as outras linhas filosóficas - platonismo, kantismo, hegelianismo, marxismo.
Finalmente o sentido pejorativo seria a arte, o modo de discutir por meio de raciocínios especiosos e vazios. Assim, o sentido pejorativo e o aristotélico identificariam a dialética Lula-Alckmin, ou seja, quer se saber quem é o menos corrupto, quem tem mais roupa suja pra lavar e é possível que até o fim do processo eleitoral não cheguem a uma conclusão. No mais, Lula vai apresentar que propostas? As que não quis realizar em quatro anos? As que não teve competência para fazer em quatro anos? As que não lhe deixaram fazer em quatro anos? De fato quatro anos é muito pouco. Talvez Lula não tenha viajado tanto quanto gostaria...
E Alckmin, irá corrigir a rota traçada por Fernando Henrique, que nem Lula se dignou alterar, rezando na mesma cartilha? Acho difícil.

O senador e candidato à Presidência pelo PDT Cristovam Buarque (DF) é o entrevistado desse domingo, às 22h30, do programa Canal Livre, da TV Bandeirantes. Educação, Saúde, Segurança e Salário - os grandes desafios do país em debate na campanha eleitoral, será o tema da entrevista.
Cristovam Buarque é engenheiro mecânico, formado pela Universidade Federal de Pernambuco, e doutor em Economia pela Sorbonne. Trabalhou no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington, e é professor da Universidade de Brasília. Entre 1995 e 1998 governou o Distrito Federal e em 2002 elegeu-se senador pelo PT. Assumiu o Ministério da Educação em janeiro de 2003 e permaneceu no cargo por um ano. Cristovam Buarque publicou mais de 20 livros. Em setembro de 2005 filiou-se ao PDT.

A discussão dos favoritos na disputa eleitoral, na verdade, é quem fez menos em quatro anos ou quem fez menos em oito anos. Vamos ouvir o engenheiro Cristovam. O operário foi apenas um blefe.

quinta-feira, julho 6

A questão das cotas

Desembarque de Escravos (RJ) - Desenho de Johann Moritz Rugendas

O site da Revista Espaço Acadêmico em novembro de 2002 apresentava um texto a favor das cotas para negros com a ilustração acima, meio fora do contexto. Melhor estaria no blog Borrocando.
Depois de apresentar um quadro contendo uma correlação entre as variáveis “Educação dos pais” e “Escolaridade média dos filhos”, conclui: "Em uma escola democrática as duas variáveis – a) escolaridade dos pais e b) escolaridade dos filhos – não devem apresentar correlação, uma vez que por mais desiguais que sejam as crianças, do ponto de vista de sua origem social, cultural e econômica, a educação escolar conseguiria neutralizar as diferenças iniciais dando uma formação adequada para os educandos. As cotas para alunos negros nas universidades públicas podem compor um conjunto de medidas práticas, efetivas e imediatas que apontem para o fim das desigualdades raciais na sociedade brasileira. As políticas públicas em favor do igualitarismo social e econômico, que visam a atender a todos os excluídos de forma universalista, não podem servir mais para dissimular a irresponsabilidade em relação ao combate às formas de discriminação que não se fundam só no econômico, como é o caso da discriminação contra mulheres, homossexuais, deficientes físicos, índios e negros."

Não se trata de correlação entre a escolaridade dos pais e a dos filhos. Acho que um pai, uma mãe comendo a um real ou recebendo o bolsa-miséria, não há filho que tenha bom aproveitamento. E se não tem bom aproveitamento, vai fazer na universidade, o quê?

No blog do Reinaldo Azevedo fala-se de duas pesquisas: uma, que o Tarso Genro escamoteou em março de 2005 e outra produzida para conquistar a opinião pública."As duas pesquisas, tanto aquela combatida pelo MEC como esta agora usada pelo próprio ministério para se justificar, dão conta da grande farsa que é a imposição de cotas nas universidades brasileiras. Há um problema de mérito, de fundo, já dito tantas vezes, mas que não me furtarei a dizer outra vez: universidade é lugar de produção de conhecimento, de ciência, não de fazer justiça social, que tem de ser alcançada no ensino fundamental e médio, que está na penúria.
Mais: para impor o modelo, o MEC obriga as universidades a fraudar a Constituição, tratando desigualmente os cidadãos. Pior do que tudo isso: tenta-se impor a medida ao arrepio de qualquer número ou dado objetivo, mesmo aqueles que o governo teria para se defender."

É justamente isso que diz Cristovam Buarque. "A solução para a educação básica é muito maior do que qualquer medida, não basta a federalização. Mas ela representa, em primeiro lugar, um ato de justiça, porque federalizamos o que interessa à parte rica da sociedade, como a educação superior, a educação técnica para servir às indústrias, a educação no Distrito Federal, a educação privada – que é paga em parte com dinheiro federal, retirado do Imposto de Renda –, mas deixamos a educação fundamental entregue à pobreza do município, e o ensino médio entregue à vontade do governador. Os estados e municípios ricos, com prefeitos e governadores que tenham boa vontade, fazem boa educação; os pobres, uma educação pobre. E o Brasil vai ficando cada vez mais desigual, porque o berço da desigualdade está na escola.
Com a federalização, mantendo a descentralização administrativa, a criança passa a ser uma preocupação nacional, assim como a educação delas."

O Senhor perguntou a Caim: "Onde está Abel?"

PT organiza mega-passeatas pró-Lula para agosto

O tempo que tenho para escrever este blog é escasso. Os poucos leitores diários que por aqui passam, alguns são devido a uma pesquisa mal feita, outros, resultado de uma leitura aleatória de blogs - esta página tem o link "NEXT BLOG", que permite uma navegação sem rumo. Mas tenho imenso prazer em escrever. E porque o tempo é escasso às vêzes recorro a outros blogs. É o que estou fazendo hoje, transcrevendo alguma coisa do blog do Josias.

O PT fecha até o final da próxima semana um calendário de grandes manifestações de rua que pretende realizar ao longo do mês de agosto em apoio à reeleição de Lula. O planejamento envolve entidades sindicais como a CUT, estudantis como a UNE e sociais como o MST.
O blog (do Josias de Souza) quis saber de Felício quem vai pagar a conta da organização e da realização das mobilizações. E ele: “Você sabe que não se pode utilizar recursos do movimento sindical em favor de candidaturas. Quem vier às nossas reuniões, será por conta própria. É uma campanha de militância. Na convocação das passeatas, teremos de confeccionar cartazes. Esse material será pago pela coordenação da campanha”.

O blog insistiu: não há o risco de as passagens de participantes das reuniões de planejamento serem custeadas por sindicatos e entidades sociais? E Felício: “Da mesma maneira que o Alckmin faz reuniões com empresários, banqueiros e latifundiários e ninguém pergunta quem financia essas atividades, não vou perguntar a quem vier às nossas reuniões de onde ele tirou o dinheiro. Não posso saber se ele usou recursos do sindicato, espero que não”.

Essa sistemática de não saber das coisas, de se manter alheio a "detalhes menores", de dizer ao Senhor, como Caim, que não era responsável por Abel, tudo isso é endêmico no PT. Algumas vezes não dizem que não sabiam, apenas se calam, como no caso da façanha do Bruno Maranhão. Será que vai haver algum cartaz sôbre o "mensalão"? É claro que não. O mensalão nunca existiu.

Segundo o comentário de um leitor do blog do Josias, é a passeata dos "SEM" - sem teto, sem terra, sem emprego -, organizada pelos "SEM VERGONHAS".

quarta-feira, julho 5

Lula é um grande embuste

Hilton era um damista muito bem humorado. Certa vez uma pessoa com quem ele nem tinha qualquer intimidade o convidou para jogar uma partida de damas. Ele colocou duas peças brancas e duas pretas no tabuleiro; era um final clássico - as brancas jogavam e ganhavam e falou: - Preciso ir ali na fábrica. Vai resolvendo esse probleminha de damas que eu já volto. Voltou após vinte minutos.
- Como é, resolveu o problema?
- Não, está difícil, respondeu o outro.
- Puxa! Se você não consegue jogar sòzinho com duas pedras, como quer jogar comigo com 12, eu que sou um mestre?
Era um gozador. Em um torneio, após terminar sua partida, ele ria: - "Eu gosto de jogos difíceis. Quando o jogo está muito fácil eu complico, para ficar difícil. Meu jogo com o Paulo Ticon estava tão difícil que eu perdi."
Era assim o Hilton. Nunca mais o vi.

Este blog Represália não é difícil nem eu quero complicar. Gosto de jogar com as doze peças, analisando todas as possibilidades de quaisquer que sejam os contendores. Se me detenho mais em um deles é porque suas jogadas requerem um maior estudo por serem capciosas, traiçoeiras, e até mesmo desonestas. Se as coisas estão difíceis minha opção é aprofundar a análise; se esta opção se tornar inadequeda pela falta de tempo ainda existe a represália: recorro aos "mais velhos".

Hoje recorri ao site ABC Politiko. Há uma entrevista com Augusto Carvalho intitulada "Lula é um grande embuste". Vou transcrever dois trechos e deixar um link para toda a matéria.

Com apenas oito meses no ar, o site da ONG Contas Abertas já foi visitado por mais de 1 milhão de pessoas e vem pautando a mídia nacional, pois vasculha gastos abusivos do governo federal. O presidente da Associação Contas Abertas, sociólogo e deputado distrital Augusto Carvalho (PPS-DF), especializou-se em fazer esse tipo de análise ao longo de três mandatos na Câmara Federal. Nesta entrevista, ele fala sobre a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Como o senhor define o governo Lula?
- O PT, como qualquer governo - seja de direita, seja de esquerda, ou de centro -, não gosta de ser fiscalizado. A senha do Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira), que prometeram ser estendida às associações da sociedade civil, foi negada. O PT gasta muito mal o dinheiro público; gasta mais e mal, preocupado apenas com o superávit primário e preterindo investimentos na infra-estrutura e o desenvolvimento econômico e social do país, impondo, assim, um sacrifício bastante duro ao povo brasileiro. O governo Lula "foi" uma sucessão de fraudes em relação às propostas que apresentou durante a campanha, a começar pela reforma da Previdência e a punição aos aposentados, quando, apesar da garantia de que os contratos jurídicos perfeitos não seriam tocados, os servidores aposentados tiveram de voltar a contribuir com a Previdência. Com a ruptura das propostas de campanha, o PT deixa, para mim, a imagem de um grande embuste, que espero seja bem lembrado nas urnas neste ano de 2006.
...
Nepotismo também?
- Ao deter a prerrogativa de agasalhar não só filiados, como também parentes - como senhoras de ministros de estado, até o filho do presidente, que ganhou a bagatela de R$ 15 milhões da Telemar, empresa que tem capital majoritário de fundos de pensão estatais, como a Previ, e participação do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que é um banco público -, o PT se lambuzou, usando as prerrogativas que tanto condenava nos outros. Mas o pior de tudo foi a crise ética que colocou no olho do furacão o PT e seus principais dirigentes. Eu me refiro a Genoino, a José Dirceu e Gushken, além dos outros 37 integrantes do bando, da quadrilha de 40 a que se refere o procurador geral da República, que nomeou a quadrilha que operava a partir do Palácio do Planalto.

O restante é para ler aqui.

terça-feira, julho 4

All's well that ends well

Disse Shakespeare que tudo está bem quando acaba bem. E pior que as coisas nem sempre acabam bem. Desde 1970 (será que antes? - eu estava alheio) todas as ações da seleção de futebol do Brasil estiveram associadas às ações de governos, principalmente na hora de comemorar a vitória final. Deram azar. Só em 1970 puderam soar as trombetas. Depois Fernando Henrique banqueteou-se duas vezes - 1994 e 2002.
E eis que chega 2006, a copa da Alemanha. Lula, como todos sabem é despojado de ambições pessoais. Só pensa em servir ao Brasil, ele que se julga predestinado. Agora, o Brizola não. Um ambicioso; seria capaz de pisar no pescoço da mãe para chegar à presidência. Isso disse o sábio e ético Lula. E a mãezinha do Brizola já estava morta. A tanto chega a cupidez dos homens.
Lula é um eterno candidato. Desde que enfrentou Fernando Collor de Mello, em 1989, ele não faz outra coisa a não ser pedir voto. Foi derrotado por Collor, perdeu duas vezes para Fernando Henrique e na quarta tentativa venceu Serra. E lançou a própria candidatura à reeleição apesar dos mensalões, caixas 2, corrupções mil e do escabroso caso do prefeito de Santo André encontrado morto com cerca de 18 tiros.
E eis que chega 2006, uma chance a cada quatro anos. Não é para se perder. Primeiro uma video-conferencia fora de propósito onde Lula pergunta pelo peso do Bolão. Com a resposta do dito cujo ele ficou mal na foto. Depois pediu ao Ricardo Teixeira para ser visitado por dois craques antes da viagem à Alemanha. Robinho tirou o corpo fora. Foi o Roberto Carlos.
Após muitas fotos e muitas mesuras ao jogador, Lula, dando vazão ao seu imenso senso de humor, pediu que os jornalistas se retirassem e os deixassem a sós. Ele iria "ensinar" ao Roberto Carlos como deveria jogar para “ganhar a Copa”.
Que diabos ele ensinou a esse velho menino??? Teria sido como ajeitar a meia antes do adversário cobrar uma falta?

As uvas outrora estavam verdes

Lula hesita em comparecer a debates televisivos

"Estão verdes; não prestam: nem os cães as podem tragar". Isto dizia, na fábula, a raposa, referindo-se às apetitosas uvas, que se encontravam demasiado alto, demasiado longe do seu alcance... Mas bem que poderia existir a anti-fábula: uma parreira a poucos centímetros do chão, carregada de frutos bem maduros; mas então as uvas já não interessariam à raposa.

Franco favorito em todas as pesquisas de opinião, Lula ainda não definiu se vai ou não participar de debates na televisão com os demais candidatos. Está convencido de que será transformado em saco de pancadas por todos os adversários. E hesita, por ora, em dar uma palavra final sobre o seu comparecimento nos debates. O dilema é uma novidade para Lula. Nas quatro campanhas presidenciais que disputou como candidato de oposição ele sempre pugnou pela realização de debates. Mas agora ele paira sobre o parreiral e pensa em negar as uvas que tanto desejou em outros tempos e sempre lhe foram negadas por Fernando Henrique Cardoso.
Mas digamos que haja esse debate. Então quem não vai querer sou eu; já sei todas as respostas: "não vi nada, não sei de nada, mandei apurar, esse é um partido que não rouba nem deixa roubar, blá-blá-blá...". Pergunta-se uma coisa, responde-se outra. Não vai sair dessas uvas verdes.
Preciso duma fábula melhor, uma que consiga tirar água das pedras.

segunda-feira, julho 3

Bota o retrato do velho outra vez, bota no mesmo lugar

Muito cedo, naquela manhã de 24 de agosto de 1954, o diretor do colégio entrou na sala para anunciar a suspensão das aulas daquele dia. O excelentíssimo Sr. Presidente da República, Getúlio Vargas, havia dado um tiro no peito. A única resposta que pude vislumbrar nas faces daqueles moleques de 14 anos, entre os quais me incluía, foi a de satisfação por um dia de aula a menos. Hoje a garotada de 16 anos vota não sei sob qual alegação. Não deve haver grande diferença na mentalidade dos 14 aos 16 anos.
A revista de grande sucesso na época era "O Cruzeiro", que cobria desde os badalados concursos de misses, passando pelo carnaval, até as grandes tragédias. E eu via ali as fotos do Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal do presidente, do Climério Euribes de Almeida, suposto matador do tenente Vaz, da Aeronáutica, e de Alcino João Nascimento, que depois confessou ter matado o tenente. Os dois primeiros foram assassinados na prisão - já havia queima de arquivo naqueles tempos. Alcino conseguiu sobreviver. Mas eu, evidentemente, era um mero expectador, sem condições de fazer qualquer juízo.

Na última semana alguém me falou que todo esse episódio foi uma farsa. Lacerda atirara no major e no próprio pé. Nunca ouvi falar tal coisa, mas encontrei um relato na Hora do Povo. Alcino confessou ter dado dois tiros no peito do major e disse antes ter ouvido tiros e um zumbido de bala perto de sua cabeça. O major Vaz levara um tiro nas costas. O corpo nunca foi submetido à necrópsia: os golpistas não permitiram. Lacerda recusou-se a entregar seu revólver à perícia. Tudo estava controlado por lacerdistas na base aérea do Galeão, também conhecida como república do Galeão.

Getúlio, embora seja o suicida mais conhecido da história do Brasil, ora é execrado, ora é idolatrado. Fernando Henrique Cardoso, antes mesmo de assumir seu primeiro mandato, prometeu enterrar a era Vargas. E, aqui, estamos entrando num texto do Centro de Mídia
Independente
. "Não é aqui o lugar adequado para fazer a psicanálise dessa volúpia anti-varguista de FHC, mas este, em 1965, segundo o escritor Arisvaldo Figueiredo, não compareceu ao enterro do pai, Leônidas Cardoso, general e deputado pelo PTB (1955-1959), defensor nacionalista da Petrobrás. Os professores e estudantes da Faculdade de Filosofia da USP, o ponto de partida da carreira de FHC, não sabiam dessa ascendência paterna getuliana porque o filho fez questão de ocultá-la. Gondin da Fonseca, escritor genial, corajoso, dizia que Carlos Lacerda escolheu como inimigo Vargas a partir de 1947, 'odiava Getúlio e invejava-o, porque para o seu inconsciente, Getúlio era o pai vitorioso e nunca existiu no mundo quem mais detestasse o pai - Maurício de Lacerda - do que esse pobre, desorientado rapaz'. O pai de Carlos Lacerda era comunista, assim como o pai de FHC era nacionalista."

Muito embora tanto FHC quanto Lula tivessem por objetivo destruir tudo quando Getúlio construiu, Lula apresenta uma sutil diferença: gosta de ser "o pai dos pobres", como era conhecido o velho caudilho, e gosta também de sujar as mãos de petróleo. Enfim, quer imitar Getúlio apesar de não gostar dele. Todas as conquistas dos trabalhadores dadas por Getúlio, muitas estão agora ameaçadas por quem se diz trabalhador. E se o "trabalhador", como gosta de dizer, governa de maneira tão maravilhosa este país, melhor que qualquer um nestes longos 500 anos (ele é quem diz), e se é tão eficiente quanto era como torneiro mecânico, não sei não, estamos arriscados a perder mais que os dedos.

domingo, julho 2

Ideologia emburrece

Maria Sylvia de Carvalho Franco
Professora dos departamentos de filosofia da USP e da Unicamp

"Não há nada mais flexível do que a espinha de um político brasileiro"

Entrevista feita por Marcelo Carneiro para a Veja

Abaixo dois trechos da entrevista. Leia mais aqui.

Veja – Mas o PSOL, além de uma visão de mundo ultrapassada, traz alguns vícios idênticos aos do PT. Maria Sylvia – Sei disso. Sei que há também demagogia e oportunismo, todos os males da política brasileira. Mas é preciso que um partido de oposição sobreviva. O PMDB não vai fazer oposição, é visceralmente conciliador. O PSDB está mostrando a cara: concilia também, e muito. O PFL é outro conciliador. Quando se trata de repartir o poder, eles estão todos juntos. Não há nada mais flexível do que a espinha de um político brasileiro.

Veja – A senhora é conhecida por distribuir críticas a pensadores tanto do PT quanto do PSDB. Há alguma diferença entre um intelectual petista e um tucano Maria Sylvia – No PT, há dois tipos de intelectual. O primeiro é correto, mas tem um fanatismo exacerbado. São pessoas que não tiram vantagem nenhuma de apoiar o PT, às vezes dão de si e do próprio bolso, sem receber nada em troca. Mas são capazes de cortar relações com você só porque você faz críticas ao PT. É um apego ideológico, e ideologia emburrece. O segundo tipo é o intelectual de um oportunismo atroz, como Marilena Chaui. Uma pessoa com a formação dela não pode dizer que, quando Lula abre a boca, o mundo se ilumina. É uma professora universitária que diz que o mundo é iluminado por alguém que faz a apologia da ignorância, que é capaz de dizer "minha mãe nasceu analfabeta". Alguns membros do PT fazem essa apologia.

sábado, julho 1

Represália no futebol

A represália agora é deles. Devem estar morrendo de rir em Buenos Aires.

TSE impõe novas derrotas a Lula ao vetar propagandas

Folha de São Paulo
Seis recursos do governo para divulgar ações publicitárias específicas foram rejeitados
Dois dos sete ministros votaram a favor de multa de R$ 900 mil por propaganda eleitoral feita antes da hora; julgamento acabou adiado
SILVANA DE FREITAS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sofreu várias derrotas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nos três últimos dias. Os ministros decidiram notificar o petista para que ele informe, em 15 dias, os gastos com publicidade oficial desde 2003 e rejeitaram seis recursos do governo pela veiculação de propagandas específicas.
Há o risco de uma derrota maior: 2 dos 7 ministros já votaram por condenar Lula a pagar R$ 900 mil de multa por propaganda eleitoral antecipada em razão da distribuição, em janeiro, de revista produzida pela Casa Civil, que fez promoção pessoal do presidente, segundo o entendimento do TSE. Um pedido de vista feito pelo ministro Gerardo Grossi adiou o julgamento, e os votos de cinco dos magistrados não chegaram a ser declarados.
Tanto a decisão de notificar Lula sobre os gastos com publicidade quanto a rejeição dos recursos para liberar seis campanhas foram unânimes. Advogados que atuam no TSE dizem que há clara disposição do tribunal de agir com rigor para conter eventuais abusos no uso da máquina administrativa.
A notificação sobre os gastos com publicidade institucional foi pedida pela oposição, para fiscalizar o cumprimento da Lei Eleitoral (nº 9.504). Ela estabelece que essa despesa no ano das eleições não pode ultrapassar a média dos últimos três anos ou o total de gastos efetuados no ano anterior.O presidente do TSE, Marco Aurélio de Mello, já tinha negado oito pedidos do governo de liberação de campanhas publicitárias oficiais no período eleitoral, que começa hoje. Nesta semana, os outros ministros concordaram com Marco Aurélio com relação à falta de urgência dessas propagandas.A lei proíbe a publicidade institucional nos três meses que antecedem as eleições, com exceção de produtos que tenham concorrência no mercado ou ainda na hipótese de "grave e urgente necessidade pública" reconhecida pela Justiça.
O governo queria usar a logomarca do programa de saúde bucal "Brasil Sorridente", divulgar cartazes do prêmio "Professores do Brasil" e de uma olimpíada de matemática nas escolas públicas, veicular campanha de combate a queimadas em áreas de linhas de transmissão e subestação de energia, distribuir material do Projeto Rondon e ainda divulgar o serviço de atendimento telefônico do INSS.
No julgamento do primeiro desses recursos, na quarta-feira, houve um bate-boca entre Marco Aurélio e o advogado-geral da União, Álvaro Augusto Ribeiro Costa. O presidente do TSE permitiu que o advogado-geral falasse para fazer um esclarecimento, mas, em seguida, impediu-o de continuar intervindo. Ribeiro Costa tentou prosseguir, mas teve de abrir mão. O advogado-geral não assistiu ao julgamento dos outros cinco recursos.

Achei isso tudo uma injustiça pois todos sabem que no Brasil tudo é permitido, até o que é proibido.

O boi e o burro no caminho de Belém

Houve uma época em que um grupo de amigos envolvidos com teatro amador contribuía para o deleite dos sócios de um clube do nosso bairro. Lembro quando apresentaram "O boi e o burro no caminho de Belém". Esta peça é uma adaptação da obra de Maria Clara Machado. O texto original encontra-se no livro Teatro I da “Coleção Teatro” (Editora Agir).

Personagens: Boi; Burro; Estrela; cinco anjinhos; Maria; José; três reis magos; pastores; Cenário: Um estábulo simples; ao fundo o céu, uma parede branca com estrelas pintadas ou um pano branco com estrelas aplicadas. Figurinos: a critério do grupo. Música: à escolha do grupo: Noite Feliz para a cena final. Abertura: inicia-se com uma música suave de fundo, enquanto as cortinas se abrem lentamente.

Cena 1: (Surgem o Boi e o Burro, seguindo o ritmo da música e examinando o ambiente. Ao terminar a música, eles se colocam um de cada lado do palco).
Boi: Muuu...Burro: Hiiiiiiiiiiiiii....
Boi: Burro, ó Burro! Você está notando qualquer coisa hoje?
Burro: Não estou notando nada, não Boi.
Boi: Você é burro mesmo! Então não percebe que o ar está meio mudado?
Burro: (cheirando o ar): É verdade, amigo Boi. Tudo cheira diferente por estas bandas! (cheirando com barulho)
Boi: (olhando o céu): e nunca o céu esteve tão estrelado, tão perto!
Burro (também olhando o céu): Não é que é verdade! Sou mesmo muito burro! Não tinha notado antes! Está tudo muito esquisito... (mudando de tom e olhando assustado para o Boi). Será que o mundo vai acabar, hem, Boi?
Boi: Talvez comece um outro mundo!
Burro (triste): E nós? Haverá pastagem para nós dois no outro mundo?
Boi: Não sei, não.

Aqui termina a cena 1. Lembro que nessa peça representada pelo grupo amador, onde participei - acho que eu era um dos três reis magos: entrava mudo e saía calado - havia uma fala que não encontro acima. Naquele clima de expectativa pelo nascimento do menino Jesus, os personagens da abertura concluíam: - "Mistério, amigo boi!" Respondia o boi: - "Mistério, amigo burro!"

Agora, fecha o pano rápido. Vamos a outra cena.

O fraudador do Instituto Nacional do Seguro Social, Ilson Escóssia da Veiga, que integrava a quadrilha de Jorgina de Freitas, morreu dia 29 de junho à noite, de causa desconhecida. Escóssia queixou-se de dores abdominais e "bolo na garganta" na segunda. Foi atendido no Hospital Penitenciário Fábio Soares Maciel e transferido para o Hospital Rocha Faria, onde morreu.

A deputada estadual Cidinha Campos (PDT) estranhou a pressa com que Escóssia foi enterrado, no Memorial do Carmo, sem velório. "Quem garante que foi o Ilson que morreu? Que ele não foi para o exterior gastar o dinheiro?", indagou. A deputada presidiu a CPI da Câmara Federal que apurou as fraudes contra o INSS. Ela lembra que os ossos de João Carlos Catanhede, morto em 1991, durante as apurações da fraude, desapareceram quando o corpo seria exumado. E que Tainá Coelho, outro acusado do golpe, teve a morte atestada pelo sogro e "ninguém viu o corpo".

Não foi por outro motivo que evoquei a cena da minha juventude onde aqueles personagens contracenavam:- Mistério, amigo boi!- Mistério, amigo burro!

sexta-feira, junho 30

Instrumentos Náuticos

Instrumentos náuticos representados na Arte de Navegar de Manuel Pimentel (1712)

Os instrumentos náuticos são uma peça fundamental na arte de navegar. A sua finalidade é básicamente obter a posição da embarcação de modo a permitir uma navegação segura. A política é um grande mar onde o navegante não se orienta por esses instrumentos nem tem por finalidade desbravar os sete mares. Quando muito ele quer garantir um "porto seguro".

Aliado tradicional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PCdoB divulgou hoje o documento do partido no qual defende mudanças econômicas no eventual segundo mandato de Lula. O partido propôs a redução do superávit primário, taxas de juros menores, entre outras mudanças, como forma de atingir um maior desenvolvimento do País. "A política macroeconômica não pode ser rígida", afirmou o presidente do PCdoB, Renato Rabelo.
O documento também faz um balanço do governo Lula, defende a ampliação de políticas sociais e apóia a política externa desenvolvida pelo presidente e foi divulgado na convenção do PCdoB realizada na Câmara.

Eu acho que o PCdoB poderia dispensar muito bem esses instrumentos de navegação. Ninguém do PT está interessado em suas reivindicações de mudanças econômicas. Aproveitem a calmaria, assestem a proa rumo ao norte e ancorem nas águas tranquilas e corruptas do PT. Vocês estão semeando ventos. Virá a tempestade.

quinta-feira, junho 29

Vá gostar de boné assim lá na casa do chapéu!


No blog do Josias:
"Lula esteve nesta quarta em Minas Gerais. O propósito oficial da viagem era uma visita à Usina Presidente Arthur Bernardes, do grupo Gerdau. Ali, Lula discursou e conversou com os operários. Mas, quebrando a promessa que fizera de só cuidar de assuntos relacionados à campanha reeleitoral nos fins de semana, Lula pôs-se a fazer política."

Além de conhecer o famoso jeitinho brasileiro, Lula conhece também essa quadrinha (leia devagar):
Na Rússia tudo é proibido, inclusive o que é permitido.
Na Alemanha tudo é proibido, exceto o que é permitido.
Nos Estados Unidos tudo é permitido, exceto o que é proibido.
No Brasil tudo é permitido, inclusive o que é proibido.

quarta-feira, junho 28

Conto de fadas

Fonte: Tribuna da Imprensa
A Novadata, empresa de Mauro Dutra, amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, corre o risco de ser banida das licitações do Senado pelo prazo de dois anos, a exemplo do que fez a Caixa Econômica Federal em julho do ano passado. A Secretaria Especial de Informática da Casa (Prodasen) pediu sua suspensão nas licitações na mesma ação em que cobrou da empresa a multa no valor de R$ 114,1 mil pelo descumprimento do contrato.
Ligado ao PT, Mauro Dutra é dono da mansão onde o presidente e a primeira-dama, Marisa Letícia, passaram o réveillon de 2001, em Búzios. É chamado de Maurinho pelo presidente. Símbolo de empresário bem-sucedido, sobretudo no governo federal, Dutra entrou na lista de suspeitos de abastecer o caixa 2 do PT desde que a organização não-governamental que dirigia, a Ágora, foi alvo de uma ação de responsabilidade civil, em maio de 2004, para ressarcir aos cofres públicos R$ 887.719,67.
Todas as pessoas são boas e bem intencionadas, só que o problema é que não sabem escolher seus amigos. Dizem que nem vizinho pode-se escolher. Engano. No caso, o incomodado é que se muda. O inimigo você também escolhe ou pode ser escolhido por ele. Com amigos é só observar o seguinte: amigos, amigos, maracutaias à parte.

O samba do crioulo doido


O PPS também vai dar sua contribuição para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e prevê dedicar parte dos 10 minutos de sua propaganda partidária para fazer críticas ao governo do qual se desvinculou no final de 2004. O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire, vai abrir o programa, e deve explicar porque a legenda decidiu apoiar o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, e depois, porque optou por fazer oposição ao governo Lula. No momento de justificar seu apoio a Alckmin, o deputado Freire deve dizer que o PPS inicialmente apoiou o governo Lula porque desejava mudanças na política econômica, mas que o PT "não entregou o que prometeu".
O PPS vai defender que apoiar o candidato tucano à Presidência é uma forma de apostar em mudanças na gestão econômica, apesar de Alckmin fazer parte do partido que sustentou a política econômica criticada pela legenda de esquerda.

Concluindo: o PPS vai atacar aquilo que defendia e vai defender aquilo que atacava. Pode ser que nunca se tenha pensado de um dos modos e tudo seja só uma freada no ônibus para uma arrumação das expectativas ou, como diz o Berzoini do PT, para um acôrdo programático.

terça-feira, junho 27

O nada e o coisa nenhuma


Segundos fora!

Não creio que os segundos ficarão fora. Estão batendo no FHC e ele nem está no ringue. Seu pupilo não está nem querendo saber se ele está apanhando. O Alckmin não se responsabiliza pelo governo do FHC. O Lula quer brigar com a pessoa errada. Essa disputa que ele quer agora, ele já perdeu há duas eleições passadas. Seu segundo também não fica atrás: Tarso Genro vez por outra joga ironias para o FHC. Também está brigando com a pessoa errada. É uma coisa sem pé nem cabeça. Me lembra as brigas de guri do meu tempo. Quando dois garotos tinham uma rixa e não se decidiam a partir para o desforço físico, os outros moleques faziam um risco no chão e diziam: quem pisar aqui está xingando a mãe do outro. Ou então partiam para uma coisa mais radical. O menino botava a mão espalmada entre os rostos dos dois contendores e dizia:
- Cospe aqui na minha mão! Quando um dos dois se irritava e cuspia a mão era retirada e a briga estava garantida.
E notem que nenhum dos dois tem razão. Diz-se que casa onde falta pão, todos brigam e ninguém tem razão. De quem estamos falando? De Lula e Alckmin? Para Lula, é ele e FHC. Lula quer comparar sua corrupção de 38 meses com uma corrupção de 8 anos, seu retrocesso de 38 meses com um retrocesso de 8 anos, sua incompetência de 38 meses com a incompetência de 8 anos. É a comparação do nada com o coisa nenhuma.

domingo, junho 25

Convenção do PT

Lula é aclamado pelo PT e promete "prioridade aos mais pobres"

O Lula agora não pode mais brincar de faz-de-conta. É candidato mesmo. Em sua "primeira fala como candidato" disse que a oposição se aproveitou de condutas equivocadas do PT para generalizar e passar ao povo a impressão de que atos ilícitos eram cooptados pelo seu governo.
Amigo, um senador da república, um deputado eleito pelo povo, todo dia ter condutas equivocadas só naquele antigo programa da TV onde o Jack Palance dizia: Acredite... se quizer!
Me repassaram noutro dia um texto sensacional, inacreditável! São trechos de frases dispersas apresentadas em três colunas. Você escolhe uma frase de cada coluna em linhas aleatórias e compõe a apresentação de um trabalho no escritório, ou aquela saudação na festinha familiar ou esse discurso tolo do Lula; é sucesso garantido.
Do discurso do Lula, vejamos algumas pérolas:
- "... dar prioridade aos mais pobres" combinando ao "desenvolvimento econômico com distribuição de renda".
Seria prioridade aos bancos mais pobres?
- "Hoje estou aqui para dizer a vocês que o sonho não acabou e a esperança não morreu."
O sonho não acabou. Rogamos a Deus que não sobrevenha o pesadelo.
- "Se com a inexperiência que tínhamos e a tormenta política que enfrentamos, conseguimos recuperar o Brasil, imaginem o que não poderemos fazer com mais experiência e pleno conhecimento da máquina?" indagou.
Conseguiu recuperar o Brasil. Esta frase tem sujeito, verbo e objeto direto mas está incompleta. Quem recupera, recupera alguma coisa para alguém ou para algo. Frase incompleta não faz sentido, talvez só efeito de fogos de artifício. Quanto ao conhecimento da máquina, nisso estou com ele. Conhece e usa a máquina pública como ninguém, em proveito do seu palanque político.
E, para finalizar:
- "Esse foi o governo que mais apurou e puniu a corrupção em toda a história do Brasil", disse Lula.
Lula pode ser analfabeto e ter tido a mãe "que nasceu analfabeta" mas não é ignorante. Conhece a fundo História do Brasil.

Agora me digam, por favor, o nome de um simples infeliz que foi punido por esse governo. O Delúbio? o Genoíno? o Silvio Pereira? o Dirceu? o Palocci? os mensaleiros? o Cuecão de dólares? O povo quer saber. O Lula é amigo do Bruno Maranhão, aquele do MLST; já falou do milagre (a
invasão da Câmara e o quebra-quebra) mas não quer nem saber de falar no nome do santo.

sábado, junho 24

O Senhor é meu Pastor, nada me faltará!



As ovelhas, por serem extremamente vulneráveis, dependem muito das atenções do pastor. Por sua grande dependência do pastor, a ovelha é um animal terno e afetivo. Isso explica por que muitos pastores são apegados às suas criações. Quando uma ovelha se extravia, o pastor não se arrisca a ficar esperando que ela volte sozinha. Tem que sair à sua procura, pois ela se perde facilmente.
Antigamente a ovelha era um animal que se oferecia em sacrifício. Hoje os pastores, como fazem há séculos, as tosquiam periòdicamente. E, sabe, há quem diga que a carne de ovelha é saborosíssima!
Não me refiro aqui ao ângulo religioso da questão, como sugere a ilustração acima. Refiro-me à aprovação pelo diretório nacional do PT por 59 votos a favor e uma abstenção da chapa que deve representar o partido nas eleições de outubro: Lula e José Alencar.
A abstenção ficou por conta de Markus Sokol, integrante da chamada "esquerda" do partido, que criticou a escolha de Alencar. "Isso sinaliza a continuidade da política do atual governo. Nós esperamos uma mudança. O Lula é candidato para quê? Para continuar o que está fazendo ou para retomar as aspirações populares que o elegeram em 2002?", questiona.
Uma ovelhinha, no meio de 60, que não reza pela cartilha do pastor. Acho muito pouco para a "democracia" do PT. Ovelha que procede assim acaba tosquiada, não é, senadora Heloísa Helena?

sexta-feira, junho 23

Acordos programáticos

Após bater em muitas portas à procura de um vice o PT fez como no futebol após o descarte de um técnico - recorre ao técnico tampão, no caso o enormemente humilhado José Alencar. Está no blog do Josias: "Alencar vira 'caminho natural'. Mas Alencar não se parece com um 'caminho natural'. Assemelha-se mais a uma trilha de emergência, dessas que o sujeito toma quando se encontra num mato sem cachorro.
Em viagem a Santa Catarina, Lula agora diz que não mexeria 'em time que está ganhando'. Berzoini não receia que, num eventual segundo reinado, Lula venha a padecer de falta de suporte no Congresso. 'A governabilidade se dá em acordos programáticos ainda no processo eleitoral ou depois da definição do Parlamento', disse o presidente do PT. "
O José Simão, que descontinuou o vídeo Monk News no portal UOL ainda mantém uma versão em texto na Folha, também publicada no UOL. Ele criou uma Cartilha do Lula que contém termos de uma linguagem exótica falada pela companheirada do PT: o lulês (mais fácil que o inglês). Por exemplo, no episódio do caseiro que teve o sigilo ilegalmente quebrado pelo Palocci a cartilha registra: caseiro - companheiro criador de caso. Deixo aqui minha contribuição a essa cartilha. Para a solução que Berzoini aponta para a falta de adesões oficiais ao PT e que ele diz chamar-se acordos programáticos, no lulês está grafado simplesmente como... mensalão.

quinta-feira, junho 22

Meditação

Dedico essa transcrição aos simpatizantes de alguns blogs de amigos do Lula e amigos da reeleição, gente que habita talvez outro planeta num lugar maravilhoso onde não existe mensalão, nem caixa 2, nem sanguessugas e os dólares não são guardados nas cuecas. Uma boa meditação faz despertar para a realidade. A menos que eles sejam mal-intencionados.

Para nós, ocidentais, meditar significa refletir a respeito de alguma coisa. No oriente, meditar é algo bem diferente. É entrar num estado de consciência onde se torna mais fácil compreender a si mesmo. Assim, através da meditação vamos prestar atenção e descobrir como funcionamos, como agimos em determinadas situações, porque respondemos uma coisa quando gostaríamos de dizer outra, porque fugimos daquilo que mais queremos, porque vivemos mergulhados na ansiedade, na depressão e no cansaço quando queremos apenas a tranqüilidade.

Grande parte dessa confusão é criada pela mente. A mente é como um lago agitado. Ao ver a lua refletida nesse lago turbulento poderíamos supor que a própria lua é algo disforme e agitado, mas estaríamos totalmente enganados. Da mesma forma, quando olhamos para o reflexo do nosso Eu-Superior no lago inquieto de nossa mente, não conseguimos perceber sua verdadeira natureza. Meditar nada mais é do que aquietar os turbilhões dos pensamentos, serenar a mente para que possamos reconhecer com clareza nossa essência. Durante esse processo de aquietar a mente nos damos conta de nossos padrões de pensamento e de ação e, assim, podemos transformá-los.

Leia mais em Meditação. Estas são algumas das muitas orientações dadas no site:

- Não dê continuidade a nenhum pensamento. A tendência da mente é fazer associações. Quando vem o pensamento "preciso pagar uma conta no banco" a mente dá continuidade: "será que tenho dinheiro suficiente? Se não tiver, posso pedir emprestado ao fulano. Caso ele não possa emprestar...". E assim vai. Portanto, corte o fio antes que toda a meada se desenrole.

- Tente ver cada pensamento como um quadro estático, como uma cena de um grande video-clip que não merece muita atenção.

- A mente está representando uma grande peça diante de você. Mas você não é o protagonista. Você é apenas o expectador. Portanto não se envolva.

quarta-feira, junho 21

O PT investiga e pune...


...desde que não seja um companheiro!

Governo impede convocação de Thomaz Bastos
da Folha Online

A oposição sofreu uma derrota hoje no plenário e não conseguiu incluir na pauta o requerimento que pede a convocação do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. O governo reuniu maioria e derrotou o pedido dos oposicionistas para que a matéria entrasse em discussão logo após a votação das medidas provisórias.
A convocação do ministro agora vai ficar numa fila e dependendo do presidente do Câmara, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), para ser votada. O requerimento do líder do PSDB na Câmara, deputado Jutahy Magalhães (BA), foi apresentado ontem e se baseia em notícia publicada pela Folha de S.Paulo no último dia 12.
Na reportagem, o empresário Ivo Morganti afirma ter pago US$ 4 milhões relativos a honorários de Bastos, por um serviço prestado em 1993, em uma conta aberta pelo ministro no exterior. O ministro nega ter recebido o dinheiro.

terça-feira, junho 20

Rui Barbosa no PT

Compilação de textos do Midia Sem Máscara, do Wikipedia e do vivabrazil.com

Há mais de cem anos Ruy Barbosa já citava que "de tanto ver triunfar a injustiça, prosperar a nulidade, o homem chegava a duvidar de si mesmo, a ter vergonha de ser honesto". De lá para cá parece que não mudou muito. Se mudou, foi para pior, porque "nunca antes neste país" a sem-vergonhice pública, a desmoralização das instituições e a falácia foram tão ostensivas. A ponto de um candidato ao Governo de São Paulo, pelo partido que hoje assalta o poder, ter dito que os envolvidos em corrupção no governo Lula e na cúpula do PT devem ser analisados pela folha corrida e não pelo pecado que possam ter cometido. O Brasil petista é assim. O sujeito nunca matou alguém na vida. Se cometer um "assassinatozinho" não precisa ser punido.
Rui Barbosa foi, sem dúvida, um dos mais importantes personagens da História do Brasil. Rui era dotado não apenas de inteligência privilegiada, mas também de grande capacidade de trabalho. Essas duas características permitiram-lhe deixar marcas profundas em várias áreas de atividade profissional nos campos do direito - seja como advogado, seja como jurista - do jornalismo, da diplomacia e da política.
Foi deputado, senador, ministro e candidato à Presidência da República em duas ocasiões, tendo realizado campanhas memoráveis. Seu comportamento sempre revelou sólidos princípios éticos e grande independência política.
Em 1921 renuncia à cadeira de Senador de "coração enjoado da política". Jubileu político ao lado dos moços doutorandos de São Paulo. A Bahia, que ele chamou de "mãe idolatrada", o reelege senador novamente, e ele diz: "É um ato de obediência, em que abdico da minha liberdade, para me submeter às exigências do meu Estado natal". Recusa o cargo de Juiz Permanente na Corte de Haia (ocupado posteriormente por Epitácio Pessoa). Ainda no mesmo ano, recusa projeto do senador Felix Pacheco para que fosse concedido a Ruy um prêmio nacional em dinheiro, dizendo: "A consciência me atesta não estar eu na altura de galardão tão excepcional".
Amigo leitor, violente a sua consciência, pense em Rui Barbosa como um comensal das benesses do PT. Ele teria vergonha de ser honesto? Certamente ele fugiria rápido do PT. O senador Cristovam Buarque foi desministrado por telefone e certamente não fazia parte da turma. Demorou a acordar. Antes tarde do que nunca.

segunda-feira, junho 19

Aos cuidados dos inocentes úteis do PT

Do Mídia Sem Máscara:

Surpresa!

O MLST recebeu quase R$ 6 milhões do governo Lula! Surpresa! O líder desse movimento pertence à elite do partido governista, sentando entre os 13 membros de sua executiva nacional! Surpresa! Esse partido tem uma diretoria só para conceber, criar e desenvolver seus bem-comportados movimentos sociais! Surpresa! A invasão do Congresso, cuidadosamente planejada pelas lideranças do MLST, visava atingir o parlamento! Surpresa! Bruno Maranhão está em todas as listas dos dez maiores amigos de Lula! Surpresa! Lula critica o vandalismo, mas nem sequer menciona o líder do MLST e da invasão. Surpresa! Lula está surpreso!
Pois é. Nada há de surpreendente em qualquer desses fatos. O que não era sabido era previsível. As coisas sempre funcionaram assim. Há duas décadas, o PT tem nos movimentos sociais sua massa de manobra. Eles invadem, depredam, ameaçam, submetem proprietários rurais a vexames, destroem laboratórios e plantações, roubam gado, furtam cargas, banqueteiam-se com o que não lhes pertence, desacatam ordens judiciais e instituem cárceres privados. À semelhança do PCC, formulam e obedecem a regras próprias, compondo verdadeiro estado paralelo, fora do Estado de direito. Porém, enquanto o PCC atua na esfera privada, os movimentos sociais vivem à custa do Estado. São indissociáveis do partido, células do mesmo organismo, braços do mesmo corpo e bolsos da mesma calça. Anualmente, anunciam e executam seus planos sempre vermelhos. Abril vermelho, agosto vermelho, outubro vermelho. E centenas de invasões mantêm o ambiente rural sob insegurança e medo.
A invasão do Congresso estava alinhada com o interesse do governo, que deseja apresentar uma parte da verdade como se fosse a verdade inteira. Ou seja, quer fixar na opinião pública a tese de que a imaculada equipe de Lula - Dirceu, Palocci, Waldomiro, Gushiken, Okamotto, Delúbio, Silvinho, Duda, Marcos Valério, Lulinha e tantos outros - é constrangida a conviver com um Congresso que não presta.
Surpresa! O pessoal está acreditando. Deve estar acreditando, inclusive, que é a oposição "furiosa" e não a base do governo, beneficiária do "mensalão", que vem absolvendo os envolvidos naquela patifaria.

quinta-feira, junho 1

Macaco, leão ou porco?


...O abuso do álcool e seus problemas


O objetivo do livro é tentar aliviar a dor da criança vítima de maus-tratos domésticos, ocasionados pelo uso abusivo do álcool, mostrando que ela pode e deve procurar ajuda e que não é culpada pelos problemas dos pais. É um guia de orientação para crianças, pais e educadores. Veja mais.

E agora essa: Lula desafia oposição a mostrar mensalão na TV

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu praticamente nesta quinta-feira que está disputando a reeleição, e desafiou os partidos de
oposição a utilizarem na campanha eleitoral as denúncias de corrupção investigadas nas CPIs do Congresso.

Todos sabemos qual a simbologia do título do livro acima. O Lula Inácio Não Sei de Nada da Silva há muito está na fase do macaco, fazendo suas graças, nivelando tudo ao nível do que acontece no futebol, com ênfase no Curíntia. Quando li sôbre a bravata acima, pensei: Meu Deus, o homem entrou na fase do leão, um leão que, ao contrário dele, deve saber muita coisa ou ser completamente inconsequente. Espero que no final, pelo menos, nos seja concedido não ter que presenciar a fase do suíno.